A emissora privada de TV "Radio Caracas Televisión" (RCTV) deixou de transmitir sua programação em sinal aberto neste domingo às 23h59 (0h59 de segunda-feira em Brasília), por não ter sua concessão de freqüência estatal renovada pelo Governo venezuelano. Como estava previsto, o canal mais antigo da televisão na Venezuela saiu do ar após 53 anos de exibição no canal 2, acusada pelo presidente Hugo Chávez de prejudicar o socialismo do século XXI.
Na última hora de transmissão em sinal aberto, diretores e funcionários da "RCTV" se despediram de sua audiência com o slogan "Um amigo é para sempre" e a promessa de se reencontrarem no futuro. Os funcionários encerraram a transmissão cantando o hino nacional da Venezuela.
Com lágrimas nos olhos, artistas, jornalistas e outros funcionários da emissora privada agradeceram ao público pelo apoio e por todas as demonstrações de solidariedade manifestadas nos dias anteriores à interrupção do sinal aberto da "RCTV". A freqüência será utilizada a partir desta segunda-feira (26) pela emissora "Teves", criada pelo Governo do presidente Hugo Chávez.
A emissora de TV venezuelana "Teves", criada pelo governo venezuelano como uma "televisão de serviço público", entrou no ar nesta madrugada à 0h20 (1h20 de Brasília). A rede "Teves" começou a funcionar poucos minutos depois que o sinal aberto da "Radio Caracas Televisión" ("RCTV") foi encerrado.
Manifestantes em apoio à "RCTV" e membros da Polícia da Venezuela se enfrentaram neste domingo durante um protesto que acabou em violência diante da sede da Comissão Nacional de Telecomunicações, Conatel, em Caracas. (Informações do portal G1)
segunda-feira, maio 28, 2007
sábado, abril 28, 2007
O Retorno
Caros amigos,
Por questões de cunho profissional, precisei ausentar-me temporariamente das publicações neste blog, porém após este (produtivo) período, estou retornando com a corda toda.
Agradeço a compreensão.
Por questões de cunho profissional, precisei ausentar-me temporariamente das publicações neste blog, porém após este (produtivo) período, estou retornando com a corda toda.
Agradeço a compreensão.
terça-feira, abril 03, 2007
Hierarquia, disciplina e política - coquetel molotov

Muito me fez pensar essa paralização dos controladores de vôos, militares, sargentos da Aeronáutica. Muito me faz pensar que antes de mais nada os militares transgrediram firmemente os princípios da hierarquia e disciplina, os quais alicerçam toda a estrutura organizacional das forças armadas. Penso ainda, que embora exerçam uma desgastante atividade, optaram e se prepararam para isso.
É muito preocupante a postura adotada por esses militares, e logo após, o acordo feito com um ministro de Estado, civil, de não punição dos amotinados, a estrutura hierárquica foi estremamente abalada. Quando retiram uma discussão militar do âmbito militar e quando se tira das negociações os comandantes militares e colocam civis para negociar com militares, a referida estrutura hierárquica sofre grave desgaste.
Analisemos que por ser uma função estratégica e por deter uma importância vital - na própria concepção da palavra - a função de controlador de vôo é extremamente tensa. Claro que temos este entendimento. Temos entendimento também que o salário pago a esses controladores não é equivalente à responsabilidade por eles assumida, contudo, não podemos aceitar este tipo de atitude, extrema que afeta milhares de pessoas e milhões de reais.
Defendo que todos têm direito de reivindicar melhorias salariais, deixo claro também que não sou contra greves e protestos pacíficos, mas penso que militares não podem tomar este tipo de postura e nem o governo deve interferir na instituição militar. O presidente Lula, como grande político e estadista, sabe disso também e já aceita que os militares sejam julgados por militares.
Como já é noticiado e amplamente defendido, a saida para isso seria a desmilitarização do setor, o que poderá viabilizar um ajuste salarial para este digno profissional, embora eu defenda que continue com os militares a função de monitorar e controlar o espaço aéreo. Talvez uma outra solução fosse a troca de patentes para a função, hoje exercida por sargentos. E se os controladores fossem oficiais? Hoje os tenentes apenas supervisionam, os sargentos controladores. Além de o soldo do oficial estar compatível com o que reivindicam os controladores, ainda poderiam premiar os que não aderiram à paralização com uma promoção... Mas... sei lá, isso eu só estava refletindo.....
sexta-feira, março 30, 2007
Momento Musical
Chico Buarque - Apesar De Você Chico Buarque
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente
Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Etc. e tal
quarta-feira, março 21, 2007
Senna, quem viu não o esquece

Hoje Ayrton Senna da Silva estaria completando 44 anos caso o dia 1º de maio de 1994 nunca tivesse acontecido. (perdoem-me pela licença poética da frase)
Senna, o maior piloto brasileiro de todos os tempos marcou a história da Fórmula 1 com sua forma arrojada de pilotagem e seu característico ímpeto de buscar o limite.
Deixamos aqui a lembrança deste notável brasileiro, cuja importância para este país trasncende o campo dos esportes, principalmente num ano de Pan do Brasil.
Senna, o maior piloto brasileiro de todos os tempos marcou a história da Fórmula 1 com sua forma arrojada de pilotagem e seu característico ímpeto de buscar o limite.
Deixamos aqui a lembrança deste notável brasileiro, cuja importância para este país trasncende o campo dos esportes, principalmente num ano de Pan do Brasil.
terça-feira, março 20, 2007
Dafinowisk Steinhagen - Nosso Herói
Dafinowisk Steinhagen é um gestor público do sul da Estônia , cuja cultura, pessoal e profissional é indiscutivelmente correta. Ele tem compaixão com seus subordinados - apenas alguns, mas isso é normal e aceitável – Todas as suas condutas são pautadas e alicerçadas pelos pilares da moralidade – tem deslizes como todos os bons gestores, mas isso também é normal, pois que administrador nunca se prevaleceu de sua posição para adquirir vantagens pessoais?
Tem hábitos saudáveis e se exercita regularmente mente ente te, claro que como um bom estoniano, não despensa sua boa e velha vodka, mas só às vezes, e com o frio que passa no leste europeu fuma, mas só quando bebe! Alerta. Resumindo Dafinowisk Steinhagen fuma todos os dias. Mas que gestor público, com a pressão que lhe é imputada sistematicamente não fuma?
Pois bem. Nosso herói, é uma pessoa que já tem uma experiência de vida, conhece como ninguém a gangorra que é peculiar da vida governamental, mas sempre se adapta bem a ela, com artifícios que a própria vida lhe ensinou. Sabe entrar e sair de todas as situações, mas quando o cerco começa a fechar, ele busca um bode expiatório, mas isso é normal no competitivo campo profissional. É assim na selva e assim o é na vida, os mais fortes sobrevivem. Toda aquela idéia de corporativismo e amizade profissional é romance. Ética? É para os fracos pensa Dafinowisk Steinhagen, humildade também.
Ainda bem que ele é um gestor público do sul da Estônia, que é um país novo, resultado da queda da antiga União Soviética e que ainda não tem uma história de democracia consolidada, então tudo isso é aceitável.
Dafinowisk Steinhagen será estudado periodicamente por este blog, acompanharemos sua evolução, mesmo sabendo que já é muito evoluído com seu meio século de vida.
Mas isso é normal.
quarta-feira, março 14, 2007
Ilustres aniversariantes
Tardiamente, por estar um pouco centrado em projetos pessoais, porém não menos eufórico, faço justa homenagem aos 470 e 0s 472 anos de Recife e Olinda, cujas importância e beleza floreiam nossas vidas.Recifense de nascimento e olindense de coração deixo aqui meus humildes cumprimentos.
quinta-feira, março 08, 2007
Bush e o Álcool
O Brasil hoje recebe um visitante ilustre, o homem mais poderoso do mundo. O que tem o Brasil de tão extraordinário que faz o senhor das armas, o commander in cheef, ausentar-se do seu confortável Salão oval e aventurar-se por terras tupiniquins? Mais poder lógico.
Os Estados Unidos ao lado do Brasil, são os maiores produtores de etanol do mundo, Bush, um texano dono de fazendas petrolíferas vislumbra uma nova possibilidade de rendimentos infindáveis. O Brasil há trinta anos utiliza o etanol como forma auxiliar de combustível veicular e desenvolveu tecnologia para estar anos à frente dos EUA na produção deste combustível.
A imprensa diz que Bush quer utilizar o etanol para reduzir o impacto ambiental e não ficar refém de um possível esgotamento das reservas petrolíferas. Pode até ser, mas pessoalmente não creio na primeira hipótese, pois se assim fosse teria aderido ao tratado de kioto. Prefiro acreditar que o senhor da guerra quer realmente utilizar o nosso savoir-faire para continuar enriquecendo a gene Bush.
Os Estados Unidos ao lado do Brasil, são os maiores produtores de etanol do mundo, Bush, um texano dono de fazendas petrolíferas vislumbra uma nova possibilidade de rendimentos infindáveis. O Brasil há trinta anos utiliza o etanol como forma auxiliar de combustível veicular e desenvolveu tecnologia para estar anos à frente dos EUA na produção deste combustível.
A imprensa diz que Bush quer utilizar o etanol para reduzir o impacto ambiental e não ficar refém de um possível esgotamento das reservas petrolíferas. Pode até ser, mas pessoalmente não creio na primeira hipótese, pois se assim fosse teria aderido ao tratado de kioto. Prefiro acreditar que o senhor da guerra quer realmente utilizar o nosso savoir-faire para continuar enriquecendo a gene Bush.
quinta-feira, março 01, 2007
Humor - Al Qaeda planejava explodir o Cristo Redentor
(Washington-CNN Special)
Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Federal do Brasil revelam que a Al Qaeda, de Osama bin Laden, ordenou a execução de um atentado no Brasil.
O alvo da ação seria a estátua do Cristo Redentor, um dos símbolos mais conhecidos do Rio de Janeiro. Bin Laden destacou dois mujahedins para o seqüestro de um avião que seria lançado contra a "estátua-símbolo dos infiéis cristãos".
Os registros da Polícia Federal dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Rio no domingo, 5 de setembro, às 21h47m, num vôo da Air France.
A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada, seguindo num vôo para o Paraguai.
Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do inglês ruim, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da Infraero a voltar no dia seguinte, com intérprete.
Os dois terroristas apanharam um táxi pirata na saída do aeroporto, sendo que o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou duas horas dando voltas pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo da Baixada Fluminense.
No trajeto, ele parou o carro e três cúmplices os assaltaram e espancaram. Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e pegaram carona num caminhão que entregava gás.
Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treinamento de guerrilha no Afeganistão, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel de Copacabana. Alugaram então um carro e voltaram ao aeroporto, determinados a seqüestrar logo um avião e jogá-lo bem no meio do Cristo Redentor.
Enfrentam um congestionamento monstro por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve - e ficaram três horas parados na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, onde seus relógios são roubados em um arrastão.
Às 12h30m, resolvem ir para o centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de R$ 100 falsas, dessas que são feitas grosseiramente a partir de notas de R$ 1. Por fim, às 15h45m chegam ao Tom Jobim para seqüestrar um avião.
Os pilotos da VARIG estão em greve por mais salário e menos trabalho. Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação com os pilotos). O único avião na pista é da TAM, mas está sem combustível. Aeroviários e passageiros estão acantonados no saguão do aeroporto, tocando pagode e gritando slogans contra o governo.
O Batalhão de Choque da PM chega batendo em todos, inclusive nos terroristas. Os árabes são conduzidos à delegacia da Polícia Federal no Aeroporto, acusados de tráfico de drogas, que tiveram plantados papelotes de cocaína nos seus bolsos.
Às 18 horas, aproveitando o resgate de presos feito por um esquadrão de bandidos do Comando Vermelho, eles conseguem fugir da delegacia em meio à confusão e ao tiroteio.
Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensangüentados, se dirigem ao balcão da VASP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos.
Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade.
Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sanduíches de churrasquinho com queijo de coalho e limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem se recuperar da intoxicação alimentar de proporções eqüinas, decorrente da ingestão de carne estragada usada nos sanduíches.
Foram levados para o Hospital Miguel Couto, depois de terem esperado três horas para que o socorro chegasse e percorresse os hospitais da rede pública até encontrar vaga. No HMC foram atendidos por uma enfermeira feia, grossa, gorda e mal-humorada.
Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo. Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio do Maracanã. O Flamengo acabara de perder para o Paraná Clube, por 6x0. A torcida rubro-negra confunde os terroristas com integrantes da galera adversária (que havia ido de Kombi ao Rio) e lhes dá uma surra sem precedentes.
O chefe da torcida é um tal de "Pé de Mesa", que abusa sexualmente deles. Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica.
Ao verem uma barraca de venda de bebida nas proximidades, decidem se embriagar uma vez na vida (mesmo que seja pecado, depois disso tudo... Alá que se ferre!). Tomam cachaça adulteradacom metanol e precisam voltar ao Miguel Couto. Os médicos também diagnosticam gonorréia no setor retofunicular inchado (Pé de Mesa não perdoa!).
Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletrodomésticos, assaltado horas depois na Serra das Araras.
Desnorteados, famintos, sem poder andar e sentar, eles são levados pela van de uma Ong ligada a direitos humanos para São Paulo. Viajam deitados de lado. Na capital paulista, perambulam o dia todo à cata de comida. Cansados, acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja no Centro.
A Polícia Federal ainda não revelou o hospital onde os dois foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos.
O porta-voz da PF declarou que, depois que os dois saírem da UTI, serão recolhidos no setor de imigrantes ilegais, em Brasília, onde permanecerão até o Ministério da Justiça autorizar a deportação dos dois infelizes, se tiver verba, é claro.
Os dois consideraram desnecessário terrorismo no Brasil.
PS: Qualquer semelhança com a realidade brasileira é mera semelhança. A mensagem circulada na internet, de autor desconhecido.
Documentos mantidos em sigilo pela Polícia Federal do Brasil revelam que a Al Qaeda, de Osama bin Laden, ordenou a execução de um atentado no Brasil.
O alvo da ação seria a estátua do Cristo Redentor, um dos símbolos mais conhecidos do Rio de Janeiro. Bin Laden destacou dois mujahedins para o seqüestro de um avião que seria lançado contra a "estátua-símbolo dos infiéis cristãos".
Os registros da Polícia Federal dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Rio no domingo, 5 de setembro, às 21h47m, num vôo da Air France.
A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada, seguindo num vôo para o Paraguai.
Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichês e dificuldade de comunicação em virtude do inglês ruim, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da Infraero a voltar no dia seguinte, com intérprete.
Os dois terroristas apanharam um táxi pirata na saída do aeroporto, sendo que o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou duas horas dando voltas pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo da Baixada Fluminense.
No trajeto, ele parou o carro e três cúmplices os assaltaram e espancaram. Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e pegaram carona num caminhão que entregava gás.
Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treinamento de guerrilha no Afeganistão, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel de Copacabana. Alugaram então um carro e voltaram ao aeroporto, determinados a seqüestrar logo um avião e jogá-lo bem no meio do Cristo Redentor.
Enfrentam um congestionamento monstro por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve - e ficaram três horas parados na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, onde seus relógios são roubados em um arrastão.
Às 12h30m, resolvem ir para o centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de R$ 100 falsas, dessas que são feitas grosseiramente a partir de notas de R$ 1. Por fim, às 15h45m chegam ao Tom Jobim para seqüestrar um avião.
Os pilotos da VARIG estão em greve por mais salário e menos trabalho. Os controladores de vôo também pararam (querem equiparação com os pilotos). O único avião na pista é da TAM, mas está sem combustível. Aeroviários e passageiros estão acantonados no saguão do aeroporto, tocando pagode e gritando slogans contra o governo.
O Batalhão de Choque da PM chega batendo em todos, inclusive nos terroristas. Os árabes são conduzidos à delegacia da Polícia Federal no Aeroporto, acusados de tráfico de drogas, que tiveram plantados papelotes de cocaína nos seus bolsos.
Às 18 horas, aproveitando o resgate de presos feito por um esquadrão de bandidos do Comando Vermelho, eles conseguem fugir da delegacia em meio à confusão e ao tiroteio.
Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensangüentados, se dirigem ao balcão da VASP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os vôos da companhia estão suspensos.
Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade.
Às 23h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sanduíches de churrasquinho com queijo de coalho e limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem se recuperar da intoxicação alimentar de proporções eqüinas, decorrente da ingestão de carne estragada usada nos sanduíches.
Foram levados para o Hospital Miguel Couto, depois de terem esperado três horas para que o socorro chegasse e percorresse os hospitais da rede pública até encontrar vaga. No HMC foram atendidos por uma enfermeira feia, grossa, gorda e mal-humorada.
Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo. Domingo, 18h20h: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio do Maracanã. O Flamengo acabara de perder para o Paraná Clube, por 6x0. A torcida rubro-negra confunde os terroristas com integrantes da galera adversária (que havia ido de Kombi ao Rio) e lhes dá uma surra sem precedentes.
O chefe da torcida é um tal de "Pé de Mesa", que abusa sexualmente deles. Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica.
Ao verem uma barraca de venda de bebida nas proximidades, decidem se embriagar uma vez na vida (mesmo que seja pecado, depois disso tudo... Alá que se ferre!). Tomam cachaça adulteradacom metanol e precisam voltar ao Miguel Couto. Os médicos também diagnosticam gonorréia no setor retofunicular inchado (Pé de Mesa não perdoa!).
Segunda-feira, 23h42m: os dois terroristas fogem do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletrodomésticos, assaltado horas depois na Serra das Araras.
Desnorteados, famintos, sem poder andar e sentar, eles são levados pela van de uma Ong ligada a direitos humanos para São Paulo. Viajam deitados de lado. Na capital paulista, perambulam o dia todo à cata de comida. Cansados, acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja no Centro.
A Polícia Federal ainda não revelou o hospital onde os dois foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos.
O porta-voz da PF declarou que, depois que os dois saírem da UTI, serão recolhidos no setor de imigrantes ilegais, em Brasília, onde permanecerão até o Ministério da Justiça autorizar a deportação dos dois infelizes, se tiver verba, é claro.
Os dois consideraram desnecessário terrorismo no Brasil.
PS: Qualquer semelhança com a realidade brasileira é mera semelhança. A mensagem circulada na internet, de autor desconhecido.
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Especial Carnaval - A mais pernambucana das festas

Em Pernambuco, carnaval é religião. É uma filosofia de vida, é uma relação quase que vital. Está no sangue do pernambucano o DNA do frevo, que alucina, e que emociona. É uma festa indescritível, não só por sua complexidade mas pela mistura de manifestações individuais do povo que "sente a embriaguês do frevo, que entra pela cabeça se arrasta no corpo e acaba no pé". Para mim o frevo significa:
Uma manifestação multicultural, originada da dança de capoeira dos escravos e evoluida pela miscigenação das raças. Vibrante e contagiante, o frevo tem o maior de todos os encantos, musicalmente falando, ele alucina, faz termos a impressão de levitação. É impressionante a sensação de leveza que penos passa os dançarinos passistas, e não menos impressionante a desenvoltura das orquestras, cujas cadências extremamente rápidas e notas dissoantes que parecem cravar em nossas mentes e corações suas melodias.
Uma manifestação multicultural, originada da dança de capoeira dos escravos e evoluida pela miscigenação das raças. Vibrante e contagiante, o frevo tem o maior de todos os encantos, musicalmente falando, ele alucina, faz termos a impressão de levitação. É impressionante a sensação de leveza que penos passa os dançarinos passistas, e não menos impressionante a desenvoltura das orquestras, cujas cadências extremamente rápidas e notas dissoantes que parecem cravar em nossas mentes e corações suas melodias.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Música - 10 anos sem Chico

Ontem, estava ouvindo um CD de Nação Zumbi, o "Propagando" e me flagrei pensando no início de tudo, a inovação, a junção de tambores de maracatu com a guitarra over drive, pensei na mistura de maracatu de baque virado e rock´n roll, pensei em como alguém poderia, a partir da periferia de Olinda, mais precisamente, de Rio Doce, coisa que o grande eixo Rio-São Paulo nem se quer cogitava, poderia influenciar tão fortemente na nova roupagem dada ao rock nacional e ao cenário musical brasileiro. Poderia eu, pensar que seria superestimar o "movimento mangue beach" dizendo que na linha do tempo do rock nacional existe uma divisão entre antes e depois desse movimento, mas com toda certeza não estou superestimando, realmente o que se foi produzido em termos de rock nacional depois dos tambores de Chico Science, teve a influência deste movimento.
Chico conseguiu unir "o mangue com o mundo" sendo ele mesmo o mangueboy malungo, produzido por sua criatividade. Claro que Chico teve ao lado dele idealizadores e colaboradores, que vale ressaltar como Fred 04, o pessoal dos maracatus do Daruê Malungo, dentre outros.
O Mangue Beach se diferencia por ter inclusive uma base teórica filosofal, tais como os ensinamentos de Josué de Castro, tão mencionado por Chico em suas obras.
Chico cantou Pernambuco, cantou Recife, cantou Peixinhos e encantou o mundo com sua meteórica presença no plano terrestre.
Reflexões Gerais
Renato Russo cantou que:
"Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentimos dor."
Reflitamos sobre isso hoje!
"Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentimos dor."
Reflitamos sobre isso hoje!
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Geral - Polícia e Ladrão

Encontramo-nos assombrados. A barbárie está escancarada em todos os lugares, os cidadãos estão com medo, a marginália está a solta, cada vez mais forte e impune.
Assistimos a cenas lamentáveis e repugnantes nos últimos dias, e não vemos uma saída breve para por um fim nisso tudo, cada vez nos trancafiamos mais, cada vez montamos mais barricadas para nossa segurança ou pelo menos para termos a sensação de segurança, tal como já diz a música "as grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que está nesta prisão..." é exatamente isso que está acontecendo com a sociedade, os valores estão deturpados, as milícias comandam a polícia, e a polícia está dentro das milícias.
Precisamos, sem hipocrisia nem por futuro lucro político reestruturar a sociedade, acabar com o sentimento de impunidade que anima a marginália, e principalmente, acreditar nas instituições, dissociar de uma vez por todas quem é polícia e quem é ladrão. O Estado tem que se impor!
Precisamos, sem hipocrisia nem por futuro lucro político reestruturar a sociedade, acabar com o sentimento de impunidade que anima a marginália, e principalmente, acreditar nas instituições, dissociar de uma vez por todas quem é polícia e quem é ladrão. O Estado tem que se impor!
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Cinema - "Dreamgirls" lidera corrida pelo Oscar com oito indicações
BEVERLY HILLS (Reuters) -
"Dreamgirls -- Em Busca de um Sonho", um musical inspirado no grupo Supremes, liderou as indicações ao Oscar, na disputa por oito troféus, apesar de ter ficado de fora das principais categorias, como melhor filme e melhor direção, informaram os organizadores nesta terça-feira.
"Babel", que explora diferenças culturais, conseguiu sete indicações, seguido pelo filme falado em espanhol "Labirinto do Fauno" e pelo drama da família real "A Rainha", cada um com seis indicações.
"Os Infiltrados", thriller sobre gângters, e "Diamante de Sangue", que se passa na África, disputarão em cinco categorias cada.
Para o Oscar de melhor filme, concorrem "Babel", "Os Infiltrados", "Cartas de Iwo Jima", "Pequena Miss Sunshine" e "A Rainha".
Na categoria melhor direção, estão o mexicano Alejandro González Iñárritu ("Babel"), Martin Scorsese ("Os Infiltrados"), Clint Eastwood ("Cartas de Iwo Jima") e os diretores britânicos Stephen Frears ("A Rainha") e Paul Greengrass ("Vôo United 93").
Para o Oscar de melhor ator, foram indicados Leonardo DiCaprio (por "Diamante de Sangue"), Ryan Gosling ("Half Nelson"), Peter O'Toole ("Venus"), Will Smith ("À Procura da Felicidade") e Forest Whitaker ("O Último Rei da Escócia").
Na categoria melhor atriz, disputam Penélope Cruz (pelo filme espanhol "Volver"), as britânicas Judi Dench ("Nota Sobre um Escândalo"), Helen Mirren ("A Rainha") e Kate Winslet ("Pecados Íntimos"), e Meryl Streep, a única norte-americana nesta lista ("O Diabo Veste Prada").
Na categoria Oscar para filme estrangeiro, foram escolhidos o longa mexicano "O Labirinto do Fauno", o canadense "Water", o dinamarquês "After the Wedding", o franco-argelino "Days of Glory" e o alemão "The Lives of Others".
As indicações mais importantes para "Dreamgirls" foram nas categorias de atores coadjuvantes -- Eddie Murphy e Jennifer Hudson.
A 79a cerimônia dos prêmios da Academia acontecerá em 25 de fevereiro, em Hollywood.
(Por Dean Goodman e Jill Serjeant)
"Dreamgirls -- Em Busca de um Sonho", um musical inspirado no grupo Supremes, liderou as indicações ao Oscar, na disputa por oito troféus, apesar de ter ficado de fora das principais categorias, como melhor filme e melhor direção, informaram os organizadores nesta terça-feira.
"Babel", que explora diferenças culturais, conseguiu sete indicações, seguido pelo filme falado em espanhol "Labirinto do Fauno" e pelo drama da família real "A Rainha", cada um com seis indicações.
"Os Infiltrados", thriller sobre gângters, e "Diamante de Sangue", que se passa na África, disputarão em cinco categorias cada.
Para o Oscar de melhor filme, concorrem "Babel", "Os Infiltrados", "Cartas de Iwo Jima", "Pequena Miss Sunshine" e "A Rainha".
Na categoria melhor direção, estão o mexicano Alejandro González Iñárritu ("Babel"), Martin Scorsese ("Os Infiltrados"), Clint Eastwood ("Cartas de Iwo Jima") e os diretores britânicos Stephen Frears ("A Rainha") e Paul Greengrass ("Vôo United 93").
Para o Oscar de melhor ator, foram indicados Leonardo DiCaprio (por "Diamante de Sangue"), Ryan Gosling ("Half Nelson"), Peter O'Toole ("Venus"), Will Smith ("À Procura da Felicidade") e Forest Whitaker ("O Último Rei da Escócia").
Na categoria melhor atriz, disputam Penélope Cruz (pelo filme espanhol "Volver"), as britânicas Judi Dench ("Nota Sobre um Escândalo"), Helen Mirren ("A Rainha") e Kate Winslet ("Pecados Íntimos"), e Meryl Streep, a única norte-americana nesta lista ("O Diabo Veste Prada").
Na categoria Oscar para filme estrangeiro, foram escolhidos o longa mexicano "O Labirinto do Fauno", o canadense "Water", o dinamarquês "After the Wedding", o franco-argelino "Days of Glory" e o alemão "The Lives of Others".
As indicações mais importantes para "Dreamgirls" foram nas categorias de atores coadjuvantes -- Eddie Murphy e Jennifer Hudson.
A 79a cerimônia dos prêmios da Academia acontecerá em 25 de fevereiro, em Hollywood.
(Por Dean Goodman e Jill Serjeant)
Geral - Ações e Medidas

Transcrevo algumas frases que se aplicam tanto na vida pessoal quanto na profissional, pois às vezes tomamos algumas atitudes extremas para situações nem tão extremas assim, principalmente no âmbito profissional, somos excessivamente agressivos buscando destaque ou algo do gênero. então acho que vale a pena lembrarmos alguns ensinamentos.
1 - Hay que endurecer-se, pero sin perder la ternura jamás. (ché)
2 - O ignorante afima, o sábio duvida, o sensato reflete. (provérbio chinês)
3 - ...Mas és que chega a roda viva e sacode a roseira pra lá (chico)
humildemente teço comentários sobre as frases:
A primeira fala por sí, temos que hamonizar nossos atos para que haja o equilíbrio entre a voracidade e a amabilidade, não necessitamos ser rudes para sobresairmo-nos, sempre haverá espaço para o talento e a competência, e a sensibilidade deve estar presente em nossos dias, por piores que sejam os desafios.
A segunda é a ratificação do senso de equilíbrio que deve haver em nossas ações, reflitamos muito para não machucarmos o próximo, civilidade e integridade deve ser a base de tudo.
Por fim, a terceira representa toda a incerteza da vida, pessoal e principalmente profissional, pois como diz o poeta... "faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas és que chega a roda viva e sacode a roseira pra lá"... lembremo-nos da Roda viva em que nos encontramos diariamente.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Geral - Métodos e medidas homeopáticas
Será que realmente vale tudo na luta por espaço? Por um lugar de destque, ou mesmo na tentativa de conquistar a confiança plena de alguém ou alguma instituição?
É Fato que o mercado é competitivo, porém existem alguamas regras básicas de civilidade e de respeitabilidade, que devem ser observadas por quem compete ou quem está na disputa por um lugar ao sol, que do alto de minha humilde opnião, em escala hierarquica está organizado da seguinte forma:
1 - Respeito pela pessoa humana;
2 - Respeito pela instituição que trabalha;
3 - Play the game, porém com caráter;
4 - É importante ter dedicação e competência, para que não precise de artifícios obscuros;
5 - Manter o equilíbrio, voracidade Vs amabilidade, pois como já dizia o comandante: "hay que endurecer-se, pero sin perder la ternura jamás".
6 - Duvidar, mas não julgar antes de comprovar;
7 - Por fim, levar em consideração o prvérbio chinês:
"O sábio duvida, ignorante afirma, o sensato reflete"
E assim a harmonia deverá reinar no campo profissional, pois sempre haverá espaço para o talento e a ompetência, por mais agressivo que seja o ambiênte profissional.
É Fato que o mercado é competitivo, porém existem alguamas regras básicas de civilidade e de respeitabilidade, que devem ser observadas por quem compete ou quem está na disputa por um lugar ao sol, que do alto de minha humilde opnião, em escala hierarquica está organizado da seguinte forma:
1 - Respeito pela pessoa humana;
2 - Respeito pela instituição que trabalha;
3 - Play the game, porém com caráter;
4 - É importante ter dedicação e competência, para que não precise de artifícios obscuros;
5 - Manter o equilíbrio, voracidade Vs amabilidade, pois como já dizia o comandante: "hay que endurecer-se, pero sin perder la ternura jamás".
6 - Duvidar, mas não julgar antes de comprovar;
7 - Por fim, levar em consideração o prvérbio chinês:
"O sábio duvida, ignorante afirma, o sensato reflete"
E assim a harmonia deverá reinar no campo profissional, pois sempre haverá espaço para o talento e a ompetência, por mais agressivo que seja o ambiênte profissional.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Geral - Tempos distintos

Democracia, cuja etmologia vem do grego - demokratía - que segundo o dicionário Aurélio quer dizer:
1 - sistema político fundamentado no princípio de que a autoridade emana do povo (conjunto de cidadãos) e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas livres, e no princípio da distribuição equitativa do poder;
2 - país em que existe um governo democrático;
governo da maioria;
3 - sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.
A estrutura do Estado brasileiro, nos impõe a refletir se de fato somos uma sociedade democrática. Óbviamente que juridicamente está assegurada a nossa condição, porém se partirmos para a fria análise dos atos do Estado, em sua plenitude, veremos que é no mínimo passível de reflexão tla condição.
Detenhamo-nos às ações do poder legislativo, por meio dos congressistas, cujo poder ou investidura do cargo realmente emanou do povo, porém suas ações são prioitariamente pessoais, exceto casos raros, muito raros... Verbas indenizatórias, 14º e 15º salários, todos os custos subvencionados, desde locomoção à peletós. Será que realmente o povo demanda dessas regalias?
O voto significa muito, significa a luta e morte de muitos por esse direito, mas em nossa ainda jovem democracia, esta conquista vem sendo ano após ano cooptada, seja em redutos, seja com assistencialismo ou coronelismo. É realmente preocupante e gritante a necessidade de uma reforma política estrutural, não apenas de fachada. O grande prolema é que na democracia, quem legisla, o faz também em causa própria.
Vimemos em uma democracia realmente ou é uma ditadura das oligarquias?
OBS.: Na Grécia antiga, quando surgiu o termo em análise, os representantes do povo, exerciam o papel de legislador sem receber uma única dracma, ou em tempos de hoje e no Brasil, um único real.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Momento musical
Valsinha Vinicius de Moraes - Chico Buarque/1970
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
terça-feira, janeiro 09, 2007
Vale a pena postar.
ARRAES DERROTA JARBAS COM EDUARDO CAMPOS
O mito Miguel Arraes ajudou seu neto Eduardo Campos a derrotar o inimigo Jarbas Vasconcelos na eleição de outubro de 2006. A análise é da jornalista Tereza Rozowykwiat, autora de “Arraes” (Editora Iluminuras), a recém-lançada biografia de Miguel Arraes, em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 08.
“Foi uma vitória de Arraes contra Jarbas, embora o doutor Arraes já tenha morrido”, disse Tereza.
Jarbas Vasconcelos foi eleito senador por Pernambuco com votação expressiva, mas seu candidato, Mendonça Filho (PFL), perdeu para Eduardo Campos (PSB) o governo do Estado.
Tereza disse que Arraes não pode ser entendido como uma figura nacional “porque o doutor Arraes nunca foi candidato a presidente, a vice-presidente, nem a senador. Ele nunca foi ministro”.
Arraes foi governador de Pernambuco por três vezes. Nos dois últimos mandatos, segundo Tereza Rozowykwiat, enfrentou forte oposição das gestões federais de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.
“Essa fase do Fernando Henrique foi um inferno porque não vinha verba nenhuma para Pernambuco”, resume Tereza.
Clique aqui para ver uma galeria de fotos de Miguel Arraes.
Veja a íntegra da entrevista com a escritora Tereza Rozowykwiat:
Paulo Henrique Amorim – Tereza, você é jornalista há quanto tempo e onde você trabalhou?
Tereza Rozowykwiat: Eu trabalhei por 27 anos no Diário de Pernambuco. Sendo que a maior parte desse tempo trabalhei na editoria de política. E acompanhei Arraes durante 12 anos mais ou menos.
Paulo Henrique Amorim – Você acompanhou Arraes quando ele voltou do exílio?
Tereza Rozowykwiat – Quando ele voltou do exílio, não. Imediatamente depois não. Quando ele foi candidato em 1986, pela segunda vez a governador.
Paulo Henrique Amorim – O seu livro mereceu uma crítica da revista Carta Capital, que eu imagino que você tenha lido, do Argemiro Ferreira...
Tereza Rozowykwiat – Sim.
Paulo Henrique Amorim – Diz que o seu livro prende o Arraes, ou contém o Miguel Arraes nas lutas políticas internas de Pernambuco e não dá uma visão do Arraes, a figura nacional. Você concorda com essa crítica?
Tereza Rozowykwiat – Olha, não, pelo seguinte: essa visão nacional que ele gostaria, que eu acho que era a expectativa dele quando ele leu o livro, ela na realidade não pode acontecer, ela não se consumou, porque o doutor Arraes nunca foi candidato a presidente, a vice-presidente, nem a senador. Ele nunca foi ministro. Ele nunca teve, na realidade, esse papel tão destacado que ele faz uma comparação o tempo todo com o Brizola. Acontece que as circunstâncias em Pernambuco são totalmente diferentes.
Paulo Henrique Amorim – Quais são as circunstâncias diferentes em Pernambuco?
Tereza Rozowykwiat – Olha, Pernambuco eu acho que é o Estado politicamente mais polarizado do Brasil. Em todas as épocas. É muito radicalizado, muito dividido. Primeiro isso. Então, quando Arraes chega do exílio encontra um MDB aqui muito mais estruturado do que em qualquer outro Estado e que já tinha um candidato a governador.
Paulo Henrique Amorim – Que era?
Tereza Rozowykwiat – Marcos Freire e que inclusive, numa estratégia deles, eles lançaram a candidatura de Marcos Freire um ano antes das eleições, para impedir que Arraes lançasse a dele. Então, enquanto Brizola estava tendo a oportunidade de lançar a candidatura dele a governador do Rio, Arraes não encontrou essas condições aqui. Foi preciso esperar mais quatro anos para poder voltar, retomar o mandato que ele tinha perdido com o golpe militar.
Paulo Henrique Amorim – Arraes se elegeu então deputado federal, não é isso?
Tereza Rozowykwiat – Se elegeu deputado mais votado do Brasil e Marcos Freire perdeu a eleição em Pernambuco. Mas ele não teve condição de ser o candidato.
Paulo Henrique Amorim – Marcos Freire perdeu para quem?
Tereza Rozowykwiat – Para Roberto Magalhães. E ele também tinha uma posição, quando voltou do exílio, de não dividir a oposição. Então, enquanto ele pode, manteve essa posição. Quando ele vai para o governo, enfim, em 1987 ele assume. Ele tinha voltado com a anistia, mas só assumiu em 1987 o governo de Pernambuco. Então, ele enfrenta toda uma oposição do governo Sarney. E quando ele volta a ser governador pela terceira vez, o presidente da República era Fernando Henrique, então, essa fase do Fernando Henrique foi um inferno porque não vinha verba nenhuma para Pernambuco. Pernambuco foi nitidamente discriminada em relação a isso. Enquanto, por exemplo, os estados que privatizaram suas companhias energéticas receberam do BNDES o dinheiro adiantado, Pernambuco foi o único estado que não recebeu.
Paulo Henrique Amorim – Embora tenha privatizado?
Tereza Rozowykwiat – Não conseguiu privatizar.
Paulo Henrique Amorim – Não conseguiu...
Tereza Rozowykwiat – Até o final do governo não conseguiu privatizar. Por causa dessa briga com o Fernando Henrique no governo federal.
Paulo Henrique Amorim – E por que Arraes brigou com Fernando Henrique ou Fernando Henrique brigou com Arraes?
Tereza Rozowykwiat – Olha, nunca houve nenhuma identidade entre os dois, mas o motivo mesmo foi esse, de que não vinha verba nenhuma para Pernambuco. E tudo que era solicitado para Pernambuco era negado. Então, chegou ao ponto de não se poder pagar a folha de funcionários porque não tinha dinheiro. Não vinha dinheiro para projeto nenhum que era proposto.
Paulo Henrique Amorim – E como você descreveria, Tereza, a relação de Arraes com Jarbas Vasconcelos, que foi ligado a Arraes e depois rompeu com Arraes e se tornou durante muito tempo a principal figura política de Pernambuco?
Tereza Rozowykwiat – Não, espera aí. Deixa eu só concluir o negócio da Carta Capital.
Paulo Henrique Amorim – Ah, pois não...
Tereza Rozowykwiat – Veja só, tinha essa conjuntura e ele não tinha condições de sair de Pernambuco para se lançar no contexto nacional. Porque tudo aqui era muito mais adverso do que nos outros lugares. Como, por exemplo, ele compara com o Brizola o tempo inteiro mas não era essa a situação de Pernambuco. Arraes não podia se destacar de uma maneira muito concreta neste cenário nacional diante de tantos obstáculos. Embora, em todas as situações pelas quais o Brasil passou ele sempre se posicionou. Inclusive no livro eu coloco em cada situação qual foi a posição que ele adotou. Posições públicas, ele não foi omisso hora nenhuma. Agora, eu não poderia dar a ele essa dimensão nacional que o comentarista pede porque era uma lenda, uma ficção que não existe. Entendeu?
Paulo Henrique Amorim – Eu comentei essa crítica, Tereza, com meu amigo Fernando Lyra, que você certamente conhece e cita no livro e ele fez uma comparação que eu gostaria de submeter a você para ver sua opinião. O Fernando disse que é como se o Brizola tivesse ficado no Rio Grande do Sul e não tivesse ido para o Rio. O Brizola teria sido limitado dentro pelas desavenças e disputas dentro do Rio Grande do Sul e não ia poder ter uma projeção nacional. Você concorda com isso?
Tereza Rozowykwiat – Concordo, concordo completamente. E foi o que aconteceu aqui mesmo com o Arraes. Olha, você acabou de me perguntar de Jarbas...
Paulo Henrique Amorim – Jarbas, é...
Tereza Rozowykwiat – O problema de Jarbas com Arraes, na realidade aconteceu no momento em que Arraes desembarcou aqui do exílio. Porque era um espaço que Jarbas tinha conquistado brigando pela democratização do país na legalidade. Aí, de repente, começam a chegar que saíam das cadeias ou estavam saindo do exílio e esse pessoal que tinha lutado aqui pela legalidade não estava disposto a perder esse espaço político que tinha conquistado para os que chegavam. Então, Jarbas era uma das principais lideranças. Eram Jarbas e Marcos Freire as principais lideranças de Pernambuco. Então, já se nota desde a chegada de Arraes que já existia a formação de dois grupos dentro da esquerda de Pernambuco. Aí depois....
Paulo Henrique Amorim – Mas e esses grupos, eram Arraes... e os outros?
Tereza Rozowykwiat – Não, Arraes de um lado com alguns aliados dele. E o outro era justamente o pessoal que não tinha vindo do exílio, que não tinha sido preso. Que estava no MDB, brigando pela anistia, brigando pela democratização do país, mas dentro dos padrões da legalidade.
Paulo Henrique Amorim – E aí você inclui o Jarbas, Marcos Freire e quem mais?
Tereza Rozowykwiat – Praticamente quase todos os políticos daqui que tinham ficado no MDB.
Paulo Henrique Amorim – Inclusive Fernando Lyra?
Tereza Rozowykwiat – Inclusive Fernando Lyra. Agora, a relação oficial era boa. Tanto que Arraes apoiou a candidatura de Marcos Freire. Depois Jarbas foi lançado candidato a prefeito com apoio de Arraes. Quando Arraes é candidato a governador, recebe o apoio de Jarbas. A coisa veio se complicando ao logo do tempo, na medida em que esses espaços vinham sendo cada vez mais disputados, entende?
Paulo Henrique Amorim – Entendo. E o que significa nesse quadro, Tereza, a eleição de Eduardo Campos?
Tereza Rozowykwiat – A eleição de Eduardo Campos, eu acho que tem muito a ver com o doutor Arraes.
Paulo Henrique Amorim – É?
Tereza Rozowykwiat – Eu acho que tem, porque...
Paulo Henrique Amorim – É a vitória de Arraes contra Jarbas?
Tereza Rozowykwiat – Eu acho que foi uma vitória de Arraes contra Jarbas, sim. Embora Arraes tenha morrido né...
Paulo Henrique Amorim – Mas isso não tem importância, o Vargas também tinha morrido há muito tempo e continuou agindo na política brasileira. Acabamos de ver um evento nos Estados Unidos em que Gerald Ford, depois de morto teve um papel político muito importante...
Tereza Rozowykwiat – Eu acho que sim pelo seguinte: eu acho que o doutor Arraes continuou sendo um mito aqui.
Paulo Henrique Amorim – Ainda é?
Tereza Rozowykwiat – Ainda é. Ainda é. Um grande mito aqui. Há pouco tempo eu fui fazer uma matéria no interior, no Agreste, e fiquei impressionada com a reação das pessoas em relação a ele. Era uma matéria sobre cisternas, sobre água, captação de água. Era uma matéria sobre captação de água e as pessoas só lembravam das coisas que Arraes tinha feito. Então era como se depois de Arraes ninguém tivesse feito absolutamente nada. Então eu acho que é claro que o doutor Arraes influenciou muito nessa eleição de Eduardo. Mas existe uma outra coisa também. É que Eduardo, ele começou a trilhar uma carreira, onde ele se destacou muito recentemente como ministro de Ciências e Tecnologia. Ele foi um bom ministro de Ciências e Tecnologia. E ele, tem um carisma forte também. Então eu acho que não se pode atribuir só a doutor Arraes essa vitória. Agora, que foi uma derrota de Jarbas foi. Ele foi eleito para...
Paulo Henrique Amorim – Mas ele teve uma votação esplêndida para senador.
Tereza Rozowykwiat – Ele teve uma votação para senador, muito expressiva, mas menos do que se esperava. E o candidato dele ao governo do Estado foi derrotado.
Paulo Henrique Amorim – O candidato dele ao governador do Estado era pefelista ou era PSDB?
Tereza Rozowykwiat – Era pefelista.
Paulo Henrique Amorim – Qual é o legado que a senhora acredita que Arraes deixou, além dessa devoção que a senhora acaba de descrever que há, por exemplo, no interior de Pernambuco... isso se repete também em Recife?
Tereza Rozowykwiat – Em alguns lugares sim. Nas áreas de baixa renda.
Paulo Henrique Amorim – Mas aí a memória de Arraes se contrapõe ou se completa, ou se associa ao Presidente Lula.
Tereza Rozowykwiat – É diferente.
Paulo Henrique Amorim – Qual é a diferença?
Tereza Rozowykwiat – Eles vêm como coisas diferentes, a população.
Paulo Henrique Amorim – Como assim?
Tereza Rozowykwiat – Arraes é uma coisa meio mítica. É uma coisa meio... é muito endeusado. Por exemplo, quando o doutor Arraes era vivo teve que se suspender as idas dele às feiras porque a segurança não conseguia dar conta da situação. As pessoas queriam pegar nele, queriam rasgar as roupas dele, pegavam fotografia de doutor Arraes... até hoje na campanha de Eduardo, nessa última campanha de Eduardo, as pessoas iam para a campanha abraçadas com a fotografia de doutor Arraes. Era como se ele fosse um deus. Apensar de que é diferente de um mito qualquer, porque do mito as pessoas procuram uma certa distância. As pessoas não se aproximam muito do mito. No caso dele, ele era tratado pela população como se ele fosse uma pessoa da família, um parente, um amigo. As pessoas se dirigiam a ele para pedir conselhos conjugais. É muito engraçada a relação. Em relação a Lula, é como se fosse assim, um grande orgulho de Lula ser pernambucano. Aquela história de colocar muita esperança no que Lula possa fazer principalmente agora, depois do Bolsa Família, que aqui em Pernambuco todo mundo acha que a vida melhorou. A população pobre acha que a vida melhorou bastante depois de Lula. É uma coisa muito mais racional, a relação da população com Lula do que com Arraes.
Paulo Henrique Amorim – Entendo.
Tereza Rozowykwiat – Entendeu?
Paulo Henrique Amorim – Está ótimo. Muito bem, fico muito agradecido por sua entrevista e vou mandar comprar o seu livro.
Tereza Rozowykwiat – Eu fui clara?
Paulo Henrique Amorim – Claríssima. Obrigado, Tereza.
O mito Miguel Arraes ajudou seu neto Eduardo Campos a derrotar o inimigo Jarbas Vasconcelos na eleição de outubro de 2006. A análise é da jornalista Tereza Rozowykwiat, autora de “Arraes” (Editora Iluminuras), a recém-lançada biografia de Miguel Arraes, em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 08.
“Foi uma vitória de Arraes contra Jarbas, embora o doutor Arraes já tenha morrido”, disse Tereza.
Jarbas Vasconcelos foi eleito senador por Pernambuco com votação expressiva, mas seu candidato, Mendonça Filho (PFL), perdeu para Eduardo Campos (PSB) o governo do Estado.
Tereza disse que Arraes não pode ser entendido como uma figura nacional “porque o doutor Arraes nunca foi candidato a presidente, a vice-presidente, nem a senador. Ele nunca foi ministro”.
Arraes foi governador de Pernambuco por três vezes. Nos dois últimos mandatos, segundo Tereza Rozowykwiat, enfrentou forte oposição das gestões federais de José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.
“Essa fase do Fernando Henrique foi um inferno porque não vinha verba nenhuma para Pernambuco”, resume Tereza.
Clique aqui para ver uma galeria de fotos de Miguel Arraes.
Veja a íntegra da entrevista com a escritora Tereza Rozowykwiat:
Paulo Henrique Amorim – Tereza, você é jornalista há quanto tempo e onde você trabalhou?
Tereza Rozowykwiat: Eu trabalhei por 27 anos no Diário de Pernambuco. Sendo que a maior parte desse tempo trabalhei na editoria de política. E acompanhei Arraes durante 12 anos mais ou menos.
Paulo Henrique Amorim – Você acompanhou Arraes quando ele voltou do exílio?
Tereza Rozowykwiat – Quando ele voltou do exílio, não. Imediatamente depois não. Quando ele foi candidato em 1986, pela segunda vez a governador.
Paulo Henrique Amorim – O seu livro mereceu uma crítica da revista Carta Capital, que eu imagino que você tenha lido, do Argemiro Ferreira...
Tereza Rozowykwiat – Sim.
Paulo Henrique Amorim – Diz que o seu livro prende o Arraes, ou contém o Miguel Arraes nas lutas políticas internas de Pernambuco e não dá uma visão do Arraes, a figura nacional. Você concorda com essa crítica?
Tereza Rozowykwiat – Olha, não, pelo seguinte: essa visão nacional que ele gostaria, que eu acho que era a expectativa dele quando ele leu o livro, ela na realidade não pode acontecer, ela não se consumou, porque o doutor Arraes nunca foi candidato a presidente, a vice-presidente, nem a senador. Ele nunca foi ministro. Ele nunca teve, na realidade, esse papel tão destacado que ele faz uma comparação o tempo todo com o Brizola. Acontece que as circunstâncias em Pernambuco são totalmente diferentes.
Paulo Henrique Amorim – Quais são as circunstâncias diferentes em Pernambuco?
Tereza Rozowykwiat – Olha, Pernambuco eu acho que é o Estado politicamente mais polarizado do Brasil. Em todas as épocas. É muito radicalizado, muito dividido. Primeiro isso. Então, quando Arraes chega do exílio encontra um MDB aqui muito mais estruturado do que em qualquer outro Estado e que já tinha um candidato a governador.
Paulo Henrique Amorim – Que era?
Tereza Rozowykwiat – Marcos Freire e que inclusive, numa estratégia deles, eles lançaram a candidatura de Marcos Freire um ano antes das eleições, para impedir que Arraes lançasse a dele. Então, enquanto Brizola estava tendo a oportunidade de lançar a candidatura dele a governador do Rio, Arraes não encontrou essas condições aqui. Foi preciso esperar mais quatro anos para poder voltar, retomar o mandato que ele tinha perdido com o golpe militar.
Paulo Henrique Amorim – Arraes se elegeu então deputado federal, não é isso?
Tereza Rozowykwiat – Se elegeu deputado mais votado do Brasil e Marcos Freire perdeu a eleição em Pernambuco. Mas ele não teve condição de ser o candidato.
Paulo Henrique Amorim – Marcos Freire perdeu para quem?
Tereza Rozowykwiat – Para Roberto Magalhães. E ele também tinha uma posição, quando voltou do exílio, de não dividir a oposição. Então, enquanto ele pode, manteve essa posição. Quando ele vai para o governo, enfim, em 1987 ele assume. Ele tinha voltado com a anistia, mas só assumiu em 1987 o governo de Pernambuco. Então, ele enfrenta toda uma oposição do governo Sarney. E quando ele volta a ser governador pela terceira vez, o presidente da República era Fernando Henrique, então, essa fase do Fernando Henrique foi um inferno porque não vinha verba nenhuma para Pernambuco. Pernambuco foi nitidamente discriminada em relação a isso. Enquanto, por exemplo, os estados que privatizaram suas companhias energéticas receberam do BNDES o dinheiro adiantado, Pernambuco foi o único estado que não recebeu.
Paulo Henrique Amorim – Embora tenha privatizado?
Tereza Rozowykwiat – Não conseguiu privatizar.
Paulo Henrique Amorim – Não conseguiu...
Tereza Rozowykwiat – Até o final do governo não conseguiu privatizar. Por causa dessa briga com o Fernando Henrique no governo federal.
Paulo Henrique Amorim – E por que Arraes brigou com Fernando Henrique ou Fernando Henrique brigou com Arraes?
Tereza Rozowykwiat – Olha, nunca houve nenhuma identidade entre os dois, mas o motivo mesmo foi esse, de que não vinha verba nenhuma para Pernambuco. E tudo que era solicitado para Pernambuco era negado. Então, chegou ao ponto de não se poder pagar a folha de funcionários porque não tinha dinheiro. Não vinha dinheiro para projeto nenhum que era proposto.
Paulo Henrique Amorim – E como você descreveria, Tereza, a relação de Arraes com Jarbas Vasconcelos, que foi ligado a Arraes e depois rompeu com Arraes e se tornou durante muito tempo a principal figura política de Pernambuco?
Tereza Rozowykwiat – Não, espera aí. Deixa eu só concluir o negócio da Carta Capital.
Paulo Henrique Amorim – Ah, pois não...
Tereza Rozowykwiat – Veja só, tinha essa conjuntura e ele não tinha condições de sair de Pernambuco para se lançar no contexto nacional. Porque tudo aqui era muito mais adverso do que nos outros lugares. Como, por exemplo, ele compara com o Brizola o tempo inteiro mas não era essa a situação de Pernambuco. Arraes não podia se destacar de uma maneira muito concreta neste cenário nacional diante de tantos obstáculos. Embora, em todas as situações pelas quais o Brasil passou ele sempre se posicionou. Inclusive no livro eu coloco em cada situação qual foi a posição que ele adotou. Posições públicas, ele não foi omisso hora nenhuma. Agora, eu não poderia dar a ele essa dimensão nacional que o comentarista pede porque era uma lenda, uma ficção que não existe. Entendeu?
Paulo Henrique Amorim – Eu comentei essa crítica, Tereza, com meu amigo Fernando Lyra, que você certamente conhece e cita no livro e ele fez uma comparação que eu gostaria de submeter a você para ver sua opinião. O Fernando disse que é como se o Brizola tivesse ficado no Rio Grande do Sul e não tivesse ido para o Rio. O Brizola teria sido limitado dentro pelas desavenças e disputas dentro do Rio Grande do Sul e não ia poder ter uma projeção nacional. Você concorda com isso?
Tereza Rozowykwiat – Concordo, concordo completamente. E foi o que aconteceu aqui mesmo com o Arraes. Olha, você acabou de me perguntar de Jarbas...
Paulo Henrique Amorim – Jarbas, é...
Tereza Rozowykwiat – O problema de Jarbas com Arraes, na realidade aconteceu no momento em que Arraes desembarcou aqui do exílio. Porque era um espaço que Jarbas tinha conquistado brigando pela democratização do país na legalidade. Aí, de repente, começam a chegar que saíam das cadeias ou estavam saindo do exílio e esse pessoal que tinha lutado aqui pela legalidade não estava disposto a perder esse espaço político que tinha conquistado para os que chegavam. Então, Jarbas era uma das principais lideranças. Eram Jarbas e Marcos Freire as principais lideranças de Pernambuco. Então, já se nota desde a chegada de Arraes que já existia a formação de dois grupos dentro da esquerda de Pernambuco. Aí depois....
Paulo Henrique Amorim – Mas e esses grupos, eram Arraes... e os outros?
Tereza Rozowykwiat – Não, Arraes de um lado com alguns aliados dele. E o outro era justamente o pessoal que não tinha vindo do exílio, que não tinha sido preso. Que estava no MDB, brigando pela anistia, brigando pela democratização do país, mas dentro dos padrões da legalidade.
Paulo Henrique Amorim – E aí você inclui o Jarbas, Marcos Freire e quem mais?
Tereza Rozowykwiat – Praticamente quase todos os políticos daqui que tinham ficado no MDB.
Paulo Henrique Amorim – Inclusive Fernando Lyra?
Tereza Rozowykwiat – Inclusive Fernando Lyra. Agora, a relação oficial era boa. Tanto que Arraes apoiou a candidatura de Marcos Freire. Depois Jarbas foi lançado candidato a prefeito com apoio de Arraes. Quando Arraes é candidato a governador, recebe o apoio de Jarbas. A coisa veio se complicando ao logo do tempo, na medida em que esses espaços vinham sendo cada vez mais disputados, entende?
Paulo Henrique Amorim – Entendo. E o que significa nesse quadro, Tereza, a eleição de Eduardo Campos?
Tereza Rozowykwiat – A eleição de Eduardo Campos, eu acho que tem muito a ver com o doutor Arraes.
Paulo Henrique Amorim – É?
Tereza Rozowykwiat – Eu acho que tem, porque...
Paulo Henrique Amorim – É a vitória de Arraes contra Jarbas?
Tereza Rozowykwiat – Eu acho que foi uma vitória de Arraes contra Jarbas, sim. Embora Arraes tenha morrido né...
Paulo Henrique Amorim – Mas isso não tem importância, o Vargas também tinha morrido há muito tempo e continuou agindo na política brasileira. Acabamos de ver um evento nos Estados Unidos em que Gerald Ford, depois de morto teve um papel político muito importante...
Tereza Rozowykwiat – Eu acho que sim pelo seguinte: eu acho que o doutor Arraes continuou sendo um mito aqui.
Paulo Henrique Amorim – Ainda é?
Tereza Rozowykwiat – Ainda é. Ainda é. Um grande mito aqui. Há pouco tempo eu fui fazer uma matéria no interior, no Agreste, e fiquei impressionada com a reação das pessoas em relação a ele. Era uma matéria sobre cisternas, sobre água, captação de água. Era uma matéria sobre captação de água e as pessoas só lembravam das coisas que Arraes tinha feito. Então era como se depois de Arraes ninguém tivesse feito absolutamente nada. Então eu acho que é claro que o doutor Arraes influenciou muito nessa eleição de Eduardo. Mas existe uma outra coisa também. É que Eduardo, ele começou a trilhar uma carreira, onde ele se destacou muito recentemente como ministro de Ciências e Tecnologia. Ele foi um bom ministro de Ciências e Tecnologia. E ele, tem um carisma forte também. Então eu acho que não se pode atribuir só a doutor Arraes essa vitória. Agora, que foi uma derrota de Jarbas foi. Ele foi eleito para...
Paulo Henrique Amorim – Mas ele teve uma votação esplêndida para senador.
Tereza Rozowykwiat – Ele teve uma votação para senador, muito expressiva, mas menos do que se esperava. E o candidato dele ao governo do Estado foi derrotado.
Paulo Henrique Amorim – O candidato dele ao governador do Estado era pefelista ou era PSDB?
Tereza Rozowykwiat – Era pefelista.
Paulo Henrique Amorim – Qual é o legado que a senhora acredita que Arraes deixou, além dessa devoção que a senhora acaba de descrever que há, por exemplo, no interior de Pernambuco... isso se repete também em Recife?
Tereza Rozowykwiat – Em alguns lugares sim. Nas áreas de baixa renda.
Paulo Henrique Amorim – Mas aí a memória de Arraes se contrapõe ou se completa, ou se associa ao Presidente Lula.
Tereza Rozowykwiat – É diferente.
Paulo Henrique Amorim – Qual é a diferença?
Tereza Rozowykwiat – Eles vêm como coisas diferentes, a população.
Paulo Henrique Amorim – Como assim?
Tereza Rozowykwiat – Arraes é uma coisa meio mítica. É uma coisa meio... é muito endeusado. Por exemplo, quando o doutor Arraes era vivo teve que se suspender as idas dele às feiras porque a segurança não conseguia dar conta da situação. As pessoas queriam pegar nele, queriam rasgar as roupas dele, pegavam fotografia de doutor Arraes... até hoje na campanha de Eduardo, nessa última campanha de Eduardo, as pessoas iam para a campanha abraçadas com a fotografia de doutor Arraes. Era como se ele fosse um deus. Apensar de que é diferente de um mito qualquer, porque do mito as pessoas procuram uma certa distância. As pessoas não se aproximam muito do mito. No caso dele, ele era tratado pela população como se ele fosse uma pessoa da família, um parente, um amigo. As pessoas se dirigiam a ele para pedir conselhos conjugais. É muito engraçada a relação. Em relação a Lula, é como se fosse assim, um grande orgulho de Lula ser pernambucano. Aquela história de colocar muita esperança no que Lula possa fazer principalmente agora, depois do Bolsa Família, que aqui em Pernambuco todo mundo acha que a vida melhorou. A população pobre acha que a vida melhorou bastante depois de Lula. É uma coisa muito mais racional, a relação da população com Lula do que com Arraes.
Paulo Henrique Amorim – Entendo.
Tereza Rozowykwiat – Entendeu?
Paulo Henrique Amorim – Está ótimo. Muito bem, fico muito agradecido por sua entrevista e vou mandar comprar o seu livro.
Tereza Rozowykwiat – Eu fui clara?
Paulo Henrique Amorim – Claríssima. Obrigado, Tereza.
Aconteceu em: 09 de Janeiro
Um dia famoso, em 9 de Janeiro de 1822 o então príncipe regente D. Pedro I foi contra as ordens das Cortes Portuguesas que exigiam sua volta, ficando no Brasil. Esse é o Dia do Fico.Por volta de 1821, quando as Cortes portuguesas mostraram a idéia de transformar o Brasil de novo numa colônia, os liberais radicais se uniram ao Partido Brasileiro tentando manter a autoridade do Brasil. As Cortes mandaram uma nova decisão enviada para o regente D. Pedro I. Uma das exigências era a volta imediata do regente.
Os liberais radicais, em resposta, organizaram uma movimentação para reunir assinaturas a favor da permanência do príncipe. Assim, eles pressionariam D. Pedro a ficar, juntando 8 mil assinaturas. Foi então que, contrariando as ordens emanadas por Portugal para seu retorno à Europa, declarou para o público: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação. Estou pronto! Digam ao povo que fico".
A partir daí, D. Pedro entrou em conflito direto com os interesses portugueses. Para romper o vínculo que existia entre Portugal e seu Reino Unido, Pedro fez um ministério somente com brasileiros.
Este episódio prenunciou a declaração de independência do Brasil que viria a ser efetivada em 7 de setembro de 1822.
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