Embora extremamente envolvido em questões de cunho proisional, o que faz com que meu tempo para blogar se reduza muito, não poderia deixar de comentar a última partida do Clube Náutico Capibaribe contra o Botafogo, que culminou na prisão de um atleta (?).
A pesar de apanhado de parcionalidade, visto que torço pelo primeiro, acredito que parte - bem grande - da imprensa do sudeste está desvirtuando o foco da questão. Estão atribuindo a Pernambuco uma culpa que definitivamente não pode ser absorvida por este ente federativo. Se não vejamos; A polícia militar existe para proteger o cidadão, repito, o cidadão. O cidadão em questão, ou os cidadãos, são os mais de 15 mil torcedores agredidos por gesto obsceno, além do senhor que foi diretamente agredido fisicamente, tendo inclusive prejuízos materiais - seu óculos quebrabram com uma garrafa que o atleta(?) arremessou.
Não podemos descaracterizar a questão principal, que na natureza da humanidade sempre existiu e sempre existirá que é, o agressor e o agredido.
A polícia iria conduzir o destemperado atleta(?) quando também foi agredida, note que já existem três personagens agredidas por um único agressor, e imediatamente foi dada a oz de prisão ao atleta(?).
Então, quem é o culpado? O estado de Pernambuco? A Polícia Militar? O Náutico? Ou o Atleta(?)?
Ps. Atleta:
O atleta é o profissional dos esportes (preferencialmente atléticos) e das atividades físicas. O termo se iniciou com os que praticavam atletismo, os atletas. Depois se estendeu aos praticantes de luta (em jogos solenes) na Grécia e Roma antigas. Também pode significar um homem ou mulher de sólida compleição.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre
quarta-feira, junho 04, 2008
quarta-feira, maio 07, 2008
QUEM BATE PERDE - por Duda Mendonça
Repito isso já há muitos anos. Candidato deve falar de si. De suas idéias, dos seus projetos. É isso que o eleitor gosta e espera dele. E é assim queele ganha pontos. Candidato que gasta seu tempo na televisão e no rádio só acusando, criticado e metendo o pau nos outros é mal visto, mal aceito e dificilmente chega à vitória. Pra ficar claro, não estou dizendo que uma crítica, bem fundamentada, aqui e ali, não seja necessária. Não é isso. Estou falando em ataques constantes, baixaria, acusações pessoais e desrespeito. Quem faz isso perde mesmo: perde a razão, perde a eleição e ainda perde o respeito de seu eleitor.
sexta-feira, maio 02, 2008
MARKETING ELEITORAL
Nos posts anteriores publiquei algumas dicas de Marketing Eleitoral elaboradas por ninguém menos que Duda Mendonça, que na minha avaliação vale muito conhecer seus ensinamentos. Por mais controverso que seja na vida pessoal, seus envolvimentos em brigas de galo e no processo do mensalão, Duda sem dúvida nenhuma é o maior marqueteiro político do Brasil.
Vale a pena ler.
Vale a pena ler.
Argumento. Assim que se ganha uma eleição
Na minha opinião, à medida em que os formadores de opinião já não influenciam quase nada no voto do povão, o argumento passa a ter uma importância fundamental. Veja porque. Como já disse no post “Pirâmide invertida”, eleição se ganha na rua, no local de trabalho, no ônibus, no metrô, ou seja, no bate-papo de pessoas da mesma classe social.
E nessa conversa o eleitor com mais informações, com mais conhecimento e com mais e melhores argumentos sobre o seu candidato, é muito mais convincente que um eleitor de outro candidato menos informado e, naturalmente, com menos argumentos.
Você que gosta de gastar todo o seu tempo metendo o pau nos seus adversários e criticando todos os seviços públicos, falando coisas que todo mundo já sabe, use melhor seu tempo no rádio, na TV e mesmo nos seus discursos e nas suas entrevistas. Fale de você, dos seus projetos, das suas idéias.
Assim, você está, além de consolidando seu voto naquele eleitor que já gosta de você, transformando também seu eleitorado num verdadeiro exército de cabos eleitorais, municiados cada vez mais de informações para saírem prontamente em sua defesa em qualquer discussão.
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
E nessa conversa o eleitor com mais informações, com mais conhecimento e com mais e melhores argumentos sobre o seu candidato, é muito mais convincente que um eleitor de outro candidato menos informado e, naturalmente, com menos argumentos.
Você que gosta de gastar todo o seu tempo metendo o pau nos seus adversários e criticando todos os seviços públicos, falando coisas que todo mundo já sabe, use melhor seu tempo no rádio, na TV e mesmo nos seus discursos e nas suas entrevistas. Fale de você, dos seus projetos, das suas idéias.
Assim, você está, além de consolidando seu voto naquele eleitor que já gosta de você, transformando também seu eleitorado num verdadeiro exército de cabos eleitorais, municiados cada vez mais de informações para saírem prontamente em sua defesa em qualquer discussão.
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
Pirâmide Invertida
Durante muitos anos, os chamados formadores de opinião ao avalisar e dar o seu apoio formal a um determinado candidato, influenciavam, e muito, o voto do eleitor das classes média, média baixa e baixa, tendo, inclusive, muitas vezes, o poder de decidir uma eleição. Os tempos mudaram. Hoje, a pirâmide virou de cabeça pra baixo. É a base que comanda a festa. Ou seja, quem mais influencia o eleitor das classes C, D e E, onde estão o maior número de eleitores, é alguém mais próximo dele, é alguém do seu mesmo nível social. É o colega de trabalho, é a amiga de praia, é o vizinho, etc. Afinal, esse companheiro (ou companheira) tem problemas, sonhos e necessidades iguais às dele, merecendo a sua opinião, exatamente por isso, muito mais credibilidade do que a de outras pessoas de classes mais altas.
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
Promessa Vs Plano de Governo
Qual a diferença entre promessa, projeto e plano de governo? Absolutamente nenhuma ou muito pouca.
Veja: em toda campanha o candidato tem que dizer o que ele vai fazer pela sua cidade caso ele seja eleito. Correto? E não há como discutir. Isso é uma promessa. Acontece que, a depender do formato da promessa, ela pode ganhar o status de projeto e de plano de governo. E isso faz uma enorme diferença.
Enquanto o candidato A simplifica suas promessas, dizendo que vai resolver tudo e pronto, o candidato B dá as suas promessas um formato diferente - com mais detalhes, números, estatísticas, dificuldades a serem superadas, onde ele vai conseguir o dinheiro, o nome do projeto o número de pessoas que serão beneficiadas -, tudo de forma ponderada, madura, dando ao assunto a relevância que ele merece.
O resultado é que para o eleitor, o candidato A é um “promessinha”, que fala que vai resolver tudo e não diz como e que ninguém leva a sério. Já o candidato B não faz promessa. Ele tem projeto, ele tem plano de governo, o que ele diz merece credibilidade, ele demostra conteúdo, preparo e capacidade de realizar as suas promessas. E, aqui pra nós, o povão adora plano de governo.
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
Veja: em toda campanha o candidato tem que dizer o que ele vai fazer pela sua cidade caso ele seja eleito. Correto? E não há como discutir. Isso é uma promessa. Acontece que, a depender do formato da promessa, ela pode ganhar o status de projeto e de plano de governo. E isso faz uma enorme diferença.
Enquanto o candidato A simplifica suas promessas, dizendo que vai resolver tudo e pronto, o candidato B dá as suas promessas um formato diferente - com mais detalhes, números, estatísticas, dificuldades a serem superadas, onde ele vai conseguir o dinheiro, o nome do projeto o número de pessoas que serão beneficiadas -, tudo de forma ponderada, madura, dando ao assunto a relevância que ele merece.
O resultado é que para o eleitor, o candidato A é um “promessinha”, que fala que vai resolver tudo e não diz como e que ninguém leva a sério. Já o candidato B não faz promessa. Ele tem projeto, ele tem plano de governo, o que ele diz merece credibilidade, ele demostra conteúdo, preparo e capacidade de realizar as suas promessas. E, aqui pra nós, o povão adora plano de governo.
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
Você está bem nas pesquisas? Muito cuidado!

Se você está bem nas pesquisas, cuidado, muito cuidado! Já vi muitos candidatos, muitos mesmo, que começaram suas campanhas lá em cima e acabaram na rabeira. É difícil, sem uma análise mais profunda e um maior conhecimento da campanha, afirmar qual o exato motivo. Mas, posso garantir, sem medo de errar que não existe um motivo, mas sim vários motivos. Dentre eles, com certeza, o sapato alto e o clima de já ganhou.
Esses são, na grande maioria dos casos, pré-requisitos para um desastre eleitoral deste tipo. E o pior, é que depois que essa doença pega e o candidato despenca, só um milagre resolve (e de um santo forte e com muito prestígio com Deus). Se você estiver na frente das pesquisa, amigo, ouça meu conselho: baixe a bola. A sua e a de toda a sua equipe. É hora, isso sim, de aproveitar toda essa animação para trabalhar dobrado e manter a liderança.
Sua estratégia nesse momento tem que ser, invariavelmente, fazer uma pesquisa qualitativa (não importa o tamanho de sua cidade, isso é possível), descobrir os motivos que levam seus eleitores a escolher você e insistir nesses pontos em todos os momentos possíveis. Se fortalecendo cada vez mais com esse seu exército de eleitores, que bem municiado de informações e conhecendo bem seus projetos, pode garantir sua vitória. E pra encerrar, uma frase que meu velho e sábio pai repetia em meu ouvido a cada pequena vitória que eu tinha na vida e depois subia no meu sapato alto: “Filho, nunca se esqueça, o vencedor tem que ser generoso”. Guarde esta frase, amigo candidato, um dia quem sabe ela pode lhe ajudar.
Por Duda Mendonça - Publicitário e marqueteiro político. Trabalhou nas campanhas de Lula
sexta-feira, abril 25, 2008
Vale a pena postar...
Por Zé Teles - crítico musical do Jornal do Commercio - cultura JC 25/04/2008
A culpa por esta musiquinha de péssimo gosto que grassa o rádio e o show business brasileiro, muito mais o nordestino, é da axé music. Não a axé em si, mas o si da axé, porque se a gente for prestar atenção na axé, ela é apenas uma música de Carnaval. Inclusive uma música original, misto de levadas caribenhas com o frevo, isto no início, claro. Mas as letras são feitas por e para débeis mentais, argumenta, e interrompe-me a senhora. Como disse antes, axé é música de carnaval, e música de carnaval não precisa de letras maravilhosas, carece apenas que as letras tenham funcionalidade. Sejam fáceis de ser cantadas pela turba.
Marchinhas e frevos-canção eventualmente tinham grandes letras, mas em sua maioria eram deliciosas bobagens feitas pros três dias de folia (modo de dizer, que carnaval é um mês inteiro há muitos anos). Se pegassem, como muitas pegaram, continuariam a ser cantadas, mas apenas no Carnaval.
A axé. No entanto, conseguiu o que o frevo persegue até hoje, qual seja, virou música de ano todo, não se restringindo ao tríduo momesco (com perdão do clichê ). Mais do que isto, foi parar nas grandes gravadoras, numa época em que uma geração nascida durante a ditadura e crescida com ela, encontrava-se totalmente despolitizada e pronta para o consumo. O que este pessoal queria era divertimento, usar roupa e tênis de grife, iguaizinhos aos dos colegas. Um rebanho dócil. Esta geração (com as exceções de praxe) e a axé foram feitos uma para a outra. Vale lembrar que implicitamente aí também havia um conflito de gerações. Já que as velhas musiquinhas de carnaval não diziam mais nada a um cara (ou uma cara) que não era nem sonho erótico quando elas foram lançadas. As gravadoras, pois, vieram com gosto de gás em cima deste segmento. E tome axé!
A trilha sonora de carnaval de rebanho, com cercado e tudo. Tocada incessantemente no rádio e TV a axé conquistou corações e mentes (detesto esta tradução grosseira de hearts and minds, mas não encontro outra melhor no momento). Pior virou uma indústria extra-musical. Os empresários souberam, sabiamente, vender as bandas Brasil afora, criando carnavais em cidades onde não existia a folia. A axé espalhou-se pelo país nos Carnatal, Fortal, Garanheta, etc, etc, etc. Uma coisa de uma força comercial tão grande, e tão bem-estruturada que tornou eternas estrelas do gênero artistas que fizeram sucesso no começo da década passada, como Daniela Mercury; só emplacaram um único sucesso, Ricardo Chaves; ou que nunca tiveram um sucesso nacional, Margareth Menezes. Estes e outros astros da axé vivem de agendas cheias, com os carnavais fora-de-época, e bombam no carnaval de Salvador.
Até aqui estou sendo mais ou menos óbvio. Pois bem, prezadíssimos não sei quantos leitores virtuais, tava o que vos tecla gastando um tempo num bar aqui perto de onde moro. Não minha senhora, eu não vivo em bares não. Eu durmo em casa. Mas como dizia, antes de ser tão rudemente interrompido, tava no bar, e neste bar, com aparelhos de TV por todos os lados, passava um DVD de um grupo de pagode (não lembro qual). A musica era aquela pobreza franciscana: harmônica, vocal, de letras, mas o que me chamou atenção foi o fato do cantor agitar a galera (este pessoal não tem platéia, nem público: tem galera), usando os mesmíssimos artifícios do pessoal da axé: "É na palma da mão", "Tira o pé do chão", "Oi, oi, oi, oi", "Quero ver todo mundo mexendo" etc, etc, etc.
Estes maneirismos, ou cacoetes, como queiram, estão também nas bandas que infestam o Nordeste inteiro. Aliás, explicitamente, tanto que elas já entraram nos carnavais fora-de-época acrescentando um "Elétrica" ao nome. Assim Saia Rodada vira Saia Elétrica, Calcinha Preta, vira Calcinha Elétrica. Desta forma as bandas foram admitidas no clube da axé, tocam até em Salvador no carnaval e no festival de verão. Os baianos podem ter fama de preguiçosos, mas não são burros. Sacaram que tavam perdendo terreno para as bandas, como perderam os sertanejos, que foram, quase todos, varridos do Nordeste, e puseram em prática a máxima: "se você não pode com o inimigo, una-se a ele". Uniram-se, e só o Senhor do Bonfim sabe o que vem pela frente.
A culpa por esta musiquinha de péssimo gosto que grassa o rádio e o show business brasileiro, muito mais o nordestino, é da axé music. Não a axé em si, mas o si da axé, porque se a gente for prestar atenção na axé, ela é apenas uma música de Carnaval. Inclusive uma música original, misto de levadas caribenhas com o frevo, isto no início, claro. Mas as letras são feitas por e para débeis mentais, argumenta, e interrompe-me a senhora. Como disse antes, axé é música de carnaval, e música de carnaval não precisa de letras maravilhosas, carece apenas que as letras tenham funcionalidade. Sejam fáceis de ser cantadas pela turba.
Marchinhas e frevos-canção eventualmente tinham grandes letras, mas em sua maioria eram deliciosas bobagens feitas pros três dias de folia (modo de dizer, que carnaval é um mês inteiro há muitos anos). Se pegassem, como muitas pegaram, continuariam a ser cantadas, mas apenas no Carnaval.
A axé. No entanto, conseguiu o que o frevo persegue até hoje, qual seja, virou música de ano todo, não se restringindo ao tríduo momesco (com perdão do clichê ). Mais do que isto, foi parar nas grandes gravadoras, numa época em que uma geração nascida durante a ditadura e crescida com ela, encontrava-se totalmente despolitizada e pronta para o consumo. O que este pessoal queria era divertimento, usar roupa e tênis de grife, iguaizinhos aos dos colegas. Um rebanho dócil. Esta geração (com as exceções de praxe) e a axé foram feitos uma para a outra. Vale lembrar que implicitamente aí também havia um conflito de gerações. Já que as velhas musiquinhas de carnaval não diziam mais nada a um cara (ou uma cara) que não era nem sonho erótico quando elas foram lançadas. As gravadoras, pois, vieram com gosto de gás em cima deste segmento. E tome axé!
A trilha sonora de carnaval de rebanho, com cercado e tudo. Tocada incessantemente no rádio e TV a axé conquistou corações e mentes (detesto esta tradução grosseira de hearts and minds, mas não encontro outra melhor no momento). Pior virou uma indústria extra-musical. Os empresários souberam, sabiamente, vender as bandas Brasil afora, criando carnavais em cidades onde não existia a folia. A axé espalhou-se pelo país nos Carnatal, Fortal, Garanheta, etc, etc, etc. Uma coisa de uma força comercial tão grande, e tão bem-estruturada que tornou eternas estrelas do gênero artistas que fizeram sucesso no começo da década passada, como Daniela Mercury; só emplacaram um único sucesso, Ricardo Chaves; ou que nunca tiveram um sucesso nacional, Margareth Menezes. Estes e outros astros da axé vivem de agendas cheias, com os carnavais fora-de-época, e bombam no carnaval de Salvador.
Até aqui estou sendo mais ou menos óbvio. Pois bem, prezadíssimos não sei quantos leitores virtuais, tava o que vos tecla gastando um tempo num bar aqui perto de onde moro. Não minha senhora, eu não vivo em bares não. Eu durmo em casa. Mas como dizia, antes de ser tão rudemente interrompido, tava no bar, e neste bar, com aparelhos de TV por todos os lados, passava um DVD de um grupo de pagode (não lembro qual). A musica era aquela pobreza franciscana: harmônica, vocal, de letras, mas o que me chamou atenção foi o fato do cantor agitar a galera (este pessoal não tem platéia, nem público: tem galera), usando os mesmíssimos artifícios do pessoal da axé: "É na palma da mão", "Tira o pé do chão", "Oi, oi, oi, oi", "Quero ver todo mundo mexendo" etc, etc, etc.
Estes maneirismos, ou cacoetes, como queiram, estão também nas bandas que infestam o Nordeste inteiro. Aliás, explicitamente, tanto que elas já entraram nos carnavais fora-de-época acrescentando um "Elétrica" ao nome. Assim Saia Rodada vira Saia Elétrica, Calcinha Preta, vira Calcinha Elétrica. Desta forma as bandas foram admitidas no clube da axé, tocam até em Salvador no carnaval e no festival de verão. Os baianos podem ter fama de preguiçosos, mas não são burros. Sacaram que tavam perdendo terreno para as bandas, como perderam os sertanejos, que foram, quase todos, varridos do Nordeste, e puseram em prática a máxima: "se você não pode com o inimigo, una-se a ele". Uniram-se, e só o Senhor do Bonfim sabe o que vem pela frente.
quarta-feira, abril 23, 2008
Caso Isabela e a exploração da imprensa

Temos uma única certeza: foi um crime brutal. Mais que isso até hoje são meras especulações. Enquanto a polícia não concluir o inquérito é apenas o que temos.
Na contra-mão da lógica policial, de que quanto menos divulgamos as investigações de um crime, melhor, a imprensa se põe como jornalismo investigativo, jornalismo judicial e jornalismo punitivo, além do jornalismo espetaculoso. Agindo assim, acreditam, dá Ibope.
Não deveriam programas peder sua manhã, tarde e noite dessecando o caso como desseca-se um cadáver. Deveriam ter cautela ao divulgar noitícias e possibilidades, como o caso do pedreiro (que teve por um momento a população julgando-o responsável pelo crime). Deveriam fazer o trabalho da imprensa, de divulgar o que for concluido e deixar as especulações para a população basileira, que adora esse tipo de coisa. Inclusive eu, como bom brasileiro tenho minha suposição, mas como o próprio nome diz, é só uma suposição e não me cabe sair por aí divulgando o que penso sobre o que aconteceu num local onde não estava. Deixo este trabalho com Gil Grisson do CSI.
Um pouco de cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém
Na contra-mão da lógica policial, de que quanto menos divulgamos as investigações de um crime, melhor, a imprensa se põe como jornalismo investigativo, jornalismo judicial e jornalismo punitivo, além do jornalismo espetaculoso. Agindo assim, acreditam, dá Ibope.
Não deveriam programas peder sua manhã, tarde e noite dessecando o caso como desseca-se um cadáver. Deveriam ter cautela ao divulgar noitícias e possibilidades, como o caso do pedreiro (que teve por um momento a população julgando-o responsável pelo crime). Deveriam fazer o trabalho da imprensa, de divulgar o que for concluido e deixar as especulações para a população basileira, que adora esse tipo de coisa. Inclusive eu, como bom brasileiro tenho minha suposição, mas como o próprio nome diz, é só uma suposição e não me cabe sair por aí divulgando o que penso sobre o que aconteceu num local onde não estava. Deixo este trabalho com Gil Grisson do CSI.
Um pouco de cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém
terça-feira, abril 15, 2008
ACER nunca mais!
Meu notebook quebrou! Poderia ser uma coisa normal já que equipamentos quebram, o problema é que, quebrou com 1 ano e 3 meses de uso, ou seja, 3 meses após a garantia padrão. Só que não foi qualquer quebra, foi uma peça chamada CHPSET que todas as assistências a que levei desenganaram-me com relação ao conserto desta máquina. Resumindo, perdi um notebook com 1 ano e 3 meses de uso.
Continuaria sendo até aceitável, lastimável mas aceitável, não fosse um agravante: TODOS os técnicos a que levei disseram que este é um problema corriqueiro numa linhagem de notebook, e justamente a que tive a infelicidade de comprar. Trata-se do fabricante ACER e da série ASPIRE 3650.
Ora, Já que foi detectado que vários deram este mesmo problema não seria o caso de a Acer promover um Recall?
É um absurdo ter apenas uma "loja" como assistência técnica (credenciada pelo fabricante) em Recife, e pior só para eles te darem o orçamento te cobram R$50,00 antecipados e 30 dias para análise e dizem que só resolve se trocar a placa mãe - que custa em média R$ 1.100,00, que tem grandes chances de quebrar novamente, já que necessariamente tem que ser igual.
Pois bem, o que quero dizer com toda esta ladainha é algumas orientações aos leitores:
1 - Só comprem um computador quando conhecerem a assistência técnica;
2 - prefiram aqueles que lhes dão a opção de garantia extra (mesmo que paguem pouco a mais pra isso, lhes garanto que vale a pena);
3 - tentem evitar a Acer, pois o barato pode sair muito, mas muito caro, pois além do transtorno, seus dados ficarão impossibilitados de ser acessados a curto prazo.
Continuaria sendo até aceitável, lastimável mas aceitável, não fosse um agravante: TODOS os técnicos a que levei disseram que este é um problema corriqueiro numa linhagem de notebook, e justamente a que tive a infelicidade de comprar. Trata-se do fabricante ACER e da série ASPIRE 3650.
Ora, Já que foi detectado que vários deram este mesmo problema não seria o caso de a Acer promover um Recall?
É um absurdo ter apenas uma "loja" como assistência técnica (credenciada pelo fabricante) em Recife, e pior só para eles te darem o orçamento te cobram R$50,00 antecipados e 30 dias para análise e dizem que só resolve se trocar a placa mãe - que custa em média R$ 1.100,00, que tem grandes chances de quebrar novamente, já que necessariamente tem que ser igual.
Pois bem, o que quero dizer com toda esta ladainha é algumas orientações aos leitores:
1 - Só comprem um computador quando conhecerem a assistência técnica;
2 - prefiram aqueles que lhes dão a opção de garantia extra (mesmo que paguem pouco a mais pra isso, lhes garanto que vale a pena);
3 - tentem evitar a Acer, pois o barato pode sair muito, mas muito caro, pois além do transtorno, seus dados ficarão impossibilitados de ser acessados a curto prazo.
segunda-feira, abril 14, 2008
FOLHA EXPLICA - CHICO BUARQUE
Assim como Caetano Veloso e tantos outros ícones da cultura brasileira, Chico Buarque será estudado pela série "Folha Explica" da Folha de São Paulo.
Confira a introdução do “Folha Explica Chico Buarque”:
Não é preciso insistir na importância de Chico Buarque para a cultura brasileira. Ninguém duvida dela. Sua atividade como artista, que se estende por quatro décadas e segue muito afiada, já legou ao país uma obra muito extensa e diversificada, mas ao mesmo tempo muito coesa e coerente. As dificuldades de quem pretende se aproximar dela começam por aí: como puxar o fio que a atravessa do início ao fim sem desdenhar suas complexidades, suas modulações, suas sutilezas, suas variações no tempo?
De nenhum outro compositor ou escritor contemporâneo talvez se possa dizer que a história do Brasil, de 1964 até hoje, passa por dentro de sua obra. É exatamente essa a sensação que nos transmite o contato com a criação de Chico. Ela não apenas registra a nossa história, como freqüentemente a revela para nós sob ângulos insuspeitados, amarrando e comunicando a experiência coletiva aos segredos e abismos da subjetividade de cada um. É o inconsciente do país que parece falar na rede simbólica que Chico nos estendeu ao longo dos anos.
Estas páginas não pretendem ser uma biografia, embora contenham elementos da vida do autor e se fixem em algumas passagens marcantes de sua trajetória. Não são, tampouco, uma análise de viés acadêmico. É curioso, aliás, notar como a universidade, no caso de Chico, tende a mimetizar as clivagens do mercado e a tratar sua obra de forma fragmentada - ou, melhor, fatiada. Fala-se muito em “Chico e a política”, “Chico e o feminino”, “Chico e a malandragem”. Este livro foi pensado desde o início como um ensaio, uma tentativa parcial de interpretação do autor e de sua obra, sustentada por uma idéia que de alguma maneira organiza as demais. Seus termos estão elucidados já no primeiro capítulo: “De Oscar a Sérgio: Utopia no Ar”.
Parte do país da bossa-nova e da construção de Brasília e volta à obra de Sérgio Buarque, pai do compositor, para definir os horizontes em que Chico se move. Ele surge para o país no momento seguinte ao golpe de 64, justamente quando desmorona a fantasia de uma civilização brasileira, tal como vinha sendo gestada e era visível no final dos anos 50. Na figura de Chico, a utopia do período anterior de alguma forma se mantém e se renova. Sua obra será ao mesmo tempo uma espécie de sismógrafo do seu desmoronamento. O segundo capítulo, “De Tom a Noel: Ilusões Perdidas”, trata do início da carreira de Chico à luz do revés que representou 64. O autor da marchinha “A Banda”, a despeito da mitologia que se criou em torno de seu nome, mantinha uma relação complexa e desconfiada com a cultura de esquerda que prevaleceu no país até 68, quando foi solapada pelo AI-5. “Nem Toda Loucura É Genial” dedica-se às relações conflituosas entre Chico e o tropicalismo, tema central dos embates culturais dos anos 60, sobre o qual pouco se discutiu para além do clima de Fla x Flu. O capítulo avança no tempo para mostrar como Chico e Caetano respondem de formas distintas aos mesmos problemas, desde então até hoje. Pode-se dizer que são duas visões do Brasil.
O capítulo 4, “Generais, Malandros, Anti-Heróis”, ocupa-se dos anos 70, quando o enfrentamento com o regime militar fixa uma imagem de Chico que de certa forma ecoa até hoje, mas que já naquela época era insuficiente para dar conta do que ele fazia. “Bye Bye, Brasil”, na seqüência, procura revelar como Chico irá traduzir, ao longo dos anos 80, o sentimento de impotência e de desajuste diante do desmanche de um projeto histórico nacional e popular, o mesmo que o golpe havia abortado e que não pode ser mais retomado quando as forças que haviam sido derrotadas reaparecem em cena. A música que dá título ao capítulo, uma obra-prima, não deixa de ser também o avesso da profecia tropicalista. A expansão do lirismo, que assume nova dicção, e o distanciamento em relação à referência política são traços que distinguem a obra do compositor a partir dessa época.
“Hora do Recreio” é um respiro e uma homenagem ao futebol, ou, antes, à importância fundamental do futebol na vida de Chico. A canção que ele dedicou ao tema fala por si. O último capítulo, “Cidades Impossíveis”, parte dos anos 90, quando os romances vêm introduzir uma grande novidade no conjunto de sua obra e já não se pode mais falar dele apenas como compositor. O contraponto entre as canções dos últimos discos e a literatura, ambas de um rigor formal incomum, cria uma tensão muito particular entre a imagem de um país inviável e a preservação da utopia pela mesma voz que canta o seu desaparecimento. Não deixa de ser curioso que alguém tão consagrado esteja tão decididamente na contramão da cultura dominante e tão pouco à vontade com os ares do mundo.
Serviço: “Folha Explica Chico Buarque” - Autor: Fernando de Barros e Silva - Editora: Publifolha - Páginas: 184 - Quanto: R$ 20,90 - Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha. Fonte: Folha Oline – Foto: Divulgação
Confira a introdução do “Folha Explica Chico Buarque”:
Não é preciso insistir na importância de Chico Buarque para a cultura brasileira. Ninguém duvida dela. Sua atividade como artista, que se estende por quatro décadas e segue muito afiada, já legou ao país uma obra muito extensa e diversificada, mas ao mesmo tempo muito coesa e coerente. As dificuldades de quem pretende se aproximar dela começam por aí: como puxar o fio que a atravessa do início ao fim sem desdenhar suas complexidades, suas modulações, suas sutilezas, suas variações no tempo?
De nenhum outro compositor ou escritor contemporâneo talvez se possa dizer que a história do Brasil, de 1964 até hoje, passa por dentro de sua obra. É exatamente essa a sensação que nos transmite o contato com a criação de Chico. Ela não apenas registra a nossa história, como freqüentemente a revela para nós sob ângulos insuspeitados, amarrando e comunicando a experiência coletiva aos segredos e abismos da subjetividade de cada um. É o inconsciente do país que parece falar na rede simbólica que Chico nos estendeu ao longo dos anos.
Estas páginas não pretendem ser uma biografia, embora contenham elementos da vida do autor e se fixem em algumas passagens marcantes de sua trajetória. Não são, tampouco, uma análise de viés acadêmico. É curioso, aliás, notar como a universidade, no caso de Chico, tende a mimetizar as clivagens do mercado e a tratar sua obra de forma fragmentada - ou, melhor, fatiada. Fala-se muito em “Chico e a política”, “Chico e o feminino”, “Chico e a malandragem”. Este livro foi pensado desde o início como um ensaio, uma tentativa parcial de interpretação do autor e de sua obra, sustentada por uma idéia que de alguma maneira organiza as demais. Seus termos estão elucidados já no primeiro capítulo: “De Oscar a Sérgio: Utopia no Ar”.
Parte do país da bossa-nova e da construção de Brasília e volta à obra de Sérgio Buarque, pai do compositor, para definir os horizontes em que Chico se move. Ele surge para o país no momento seguinte ao golpe de 64, justamente quando desmorona a fantasia de uma civilização brasileira, tal como vinha sendo gestada e era visível no final dos anos 50. Na figura de Chico, a utopia do período anterior de alguma forma se mantém e se renova. Sua obra será ao mesmo tempo uma espécie de sismógrafo do seu desmoronamento. O segundo capítulo, “De Tom a Noel: Ilusões Perdidas”, trata do início da carreira de Chico à luz do revés que representou 64. O autor da marchinha “A Banda”, a despeito da mitologia que se criou em torno de seu nome, mantinha uma relação complexa e desconfiada com a cultura de esquerda que prevaleceu no país até 68, quando foi solapada pelo AI-5. “Nem Toda Loucura É Genial” dedica-se às relações conflituosas entre Chico e o tropicalismo, tema central dos embates culturais dos anos 60, sobre o qual pouco se discutiu para além do clima de Fla x Flu. O capítulo avança no tempo para mostrar como Chico e Caetano respondem de formas distintas aos mesmos problemas, desde então até hoje. Pode-se dizer que são duas visões do Brasil.
O capítulo 4, “Generais, Malandros, Anti-Heróis”, ocupa-se dos anos 70, quando o enfrentamento com o regime militar fixa uma imagem de Chico que de certa forma ecoa até hoje, mas que já naquela época era insuficiente para dar conta do que ele fazia. “Bye Bye, Brasil”, na seqüência, procura revelar como Chico irá traduzir, ao longo dos anos 80, o sentimento de impotência e de desajuste diante do desmanche de um projeto histórico nacional e popular, o mesmo que o golpe havia abortado e que não pode ser mais retomado quando as forças que haviam sido derrotadas reaparecem em cena. A música que dá título ao capítulo, uma obra-prima, não deixa de ser também o avesso da profecia tropicalista. A expansão do lirismo, que assume nova dicção, e o distanciamento em relação à referência política são traços que distinguem a obra do compositor a partir dessa época.
“Hora do Recreio” é um respiro e uma homenagem ao futebol, ou, antes, à importância fundamental do futebol na vida de Chico. A canção que ele dedicou ao tema fala por si. O último capítulo, “Cidades Impossíveis”, parte dos anos 90, quando os romances vêm introduzir uma grande novidade no conjunto de sua obra e já não se pode mais falar dele apenas como compositor. O contraponto entre as canções dos últimos discos e a literatura, ambas de um rigor formal incomum, cria uma tensão muito particular entre a imagem de um país inviável e a preservação da utopia pela mesma voz que canta o seu desaparecimento. Não deixa de ser curioso que alguém tão consagrado esteja tão decididamente na contramão da cultura dominante e tão pouco à vontade com os ares do mundo.
Serviço: “Folha Explica Chico Buarque” - Autor: Fernando de Barros e Silva - Editora: Publifolha - Páginas: 184 - Quanto: R$ 20,90 - Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha. Fonte: Folha Oline – Foto: Divulgação
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
FCHxLULA
Quando FHC deixou o Governo, em dezembro de 2002, o Brasil tinha uma dívida externa de US$ 165 bilhões.
. Hoje, a dívida externa do Brasil, segundo o Banco Central, é de MENOS US$ 4 bilhões.
. Quando FHC deixou o Governo, em dezembro de 2002, as reservas do Brasil eram de US$ 38 bilhões.
. Hoje, segundo o Banco Central, as reservas são de US$ 180 bilhões.
. Ou seja, hoje o Brasil tem quase cinco vezes mais reservas do que tinha no Governo FHC.
. O que é uma maneira de dizer que o Brasil hoje está cinco vezes melhor.
. O Brasil independente nasceu em 1822, com a obrigação de pagar as dívidas de Portugal com os bancos ingleses.
. De lá pra cá, até hoje, o Brasil foi um país endividado.
. A chamada "crise da dívida" explodiu em 1982, quando Delfim Netto, Ernani Galveas e Carlos Geraldo Langoni tiveram que administrar os efeitos da desastrada falência do México.
. Hoje, o Brasil, se quiser, entra para o Clube dos Credores, o Clube de Paris.
. Assim como, se quiser, pode entrar para a Opep.
. O PIG creditará tudo isso às luzes que emanavam do Farol de Alexandria e aos "bons ventos" da economia internacional.
. Como se o Presidente Lula, Henrique Meirelles, Guido Mantega e os brasileiros não tucanos, de uma maneira geral, formassem um conjunto de néscios.
. A notícia de hoje – o Brasil passa a ser credor – merece que o Presidente Lula diga: "nunca na História desse país".
. Eu, no lugar dele, diria como o Ibrahim: "sorry, periferia".
(Coluna de Paulo Henrique Amorim)
. Hoje, a dívida externa do Brasil, segundo o Banco Central, é de MENOS US$ 4 bilhões.
. Quando FHC deixou o Governo, em dezembro de 2002, as reservas do Brasil eram de US$ 38 bilhões.
. Hoje, segundo o Banco Central, as reservas são de US$ 180 bilhões.
. Ou seja, hoje o Brasil tem quase cinco vezes mais reservas do que tinha no Governo FHC.
. O que é uma maneira de dizer que o Brasil hoje está cinco vezes melhor.
. O Brasil independente nasceu em 1822, com a obrigação de pagar as dívidas de Portugal com os bancos ingleses.
. De lá pra cá, até hoje, o Brasil foi um país endividado.
. A chamada "crise da dívida" explodiu em 1982, quando Delfim Netto, Ernani Galveas e Carlos Geraldo Langoni tiveram que administrar os efeitos da desastrada falência do México.
. Hoje, o Brasil, se quiser, entra para o Clube dos Credores, o Clube de Paris.
. Assim como, se quiser, pode entrar para a Opep.
. O PIG creditará tudo isso às luzes que emanavam do Farol de Alexandria e aos "bons ventos" da economia internacional.
. Como se o Presidente Lula, Henrique Meirelles, Guido Mantega e os brasileiros não tucanos, de uma maneira geral, formassem um conjunto de néscios.
. A notícia de hoje – o Brasil passa a ser credor – merece que o Presidente Lula diga: "nunca na História desse país".
. Eu, no lugar dele, diria como o Ibrahim: "sorry, periferia".
(Coluna de Paulo Henrique Amorim)
Viram? Eu não disse?
Eu bem que disse no post anterior, enganam-se os que pensam que Cuba não terá a influência de Fidel nos seus destinos.
Internacional - AFP/UOL
22/02/2008 - 07h36Fidel Castro rejeita mudança em Cuba após sua renúncia
De Havana (Cuba)
Fidel Castro garantiu que sua renúncia à presidência de Cuba não provocará uma "mudança, como espera o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em um artigo publicado esta sexta-feira, o primeiro depois de anunciar nesta semana que não pretende se reeleger ao comando do país.
Sob o título "Reflexões do companheiro Fidel", ao invés de "Reflexões do Comandante-em-Chefe", Fidel aborda a reação de seu "adversário" à mensagem publicada terça-feira, na qual anunciava que não aspiraria a um novo mandato de presidente."Bush disse que minha mensagem era o início do caminho da liberdade de Cuba, ou seja, a anexação", expressou o líder comunista, que se afastou da atividade política após 19 meses de recuperação de uma grave doença intestinal e depois de passar 49 anos no poder.
Fidel Castro, 81 anos, afirma ter acompanhado pela televisão "a posição embaraçosa de todos os candidatos a presidente dos Estados Unidos" em suas reações e destacou que "se viram obrigados um por um a proclamar suas exigências imediatas a Cuba para não arriscar um só eleitor"."Meio século de bloqueio parece pouco aos prediletos.
Mudança, mudança, mudança!, gritavam em uníssono. Estou de acordo, mudança!, mas nos Estados Unidos. Cuba mudou e seguirá seu rumo dialético", acrescentou. Para o líder agora aposentado os cubanos não retornarão "jamais ao passado", antes da vitória da revolução de 1959. Também criticou as "minguadas potências européas aliadas" dos Estados Unidos, para as quais "chegou o momento de dançar com a música da democracia e da liberdade que jamais realmente conheceram".
Fidel revelou que após o anúncio de sua decisão "pensava em deixar de escrever uma reflexão por pelo menos 10 dias", mas confessou "não poder guardar silêncio tanto tempo, pois é preciso abrir fogo ideológico sobre eles".O líder cubano disse ter "a consciência tranqüila" com sua decisão e comentou que "os dias de tensão esperando a proximidade de 24 de fevereiro", o deixaram exausto.
Nesta data o Parlamento definirá o Conselho de Estado (Executivo). A presidência do órgão deve ser atribuída ao irmão do líder ditatorial, Raúl Castro, que governa a ilha desde o início da crise de saúde de Fidel."Estou impregnado agora no esforço para fazer constar meu voto unido em favor da presidência da Assembléia Nacional e do novo Conselho de Estado, e como fazê-lo", concluiu.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Renuncia de Fidel. Fim de uma era?

"Chega ao fim a permanência de Fidel Castro na presidência de Cuba."
Muitos acreditavam que a frase a cima seria dita quando da morte do lider cubano Fidel Castro, mas aconteceu ontem sem que precisasse de um desfecho trágico de comoção popular ou de comemoração dos adversários norte-americanos.
Fidel renunciou à recondução do seu nome como presidente e comandante em chefe das forças armadas, desautorizou que o conselho de Estado novamente aclamasse seu nome.
O que fez com que o mundo ficasse perpléxo com tal atitude, porém isso não significa o fim de uma era, não significa que o ex-guerrilheiro que derrotou Fuljêncio Baptista em Sierra Maestra não irá opinar nos caminhos de Cuba, pois quem assume é Raul Castro, seu irmão, igualmente comprometido com o regime totalitário cubano.
Porém tornam-se artificiais e despropositadas as análises de cientistas políticos que questionam: Qual será o destino de cuba pós Fidel? Simplesmente porque Fidel terá o controle de todas as ações do governo do irmão, pelo menos até quando tiver lucidez pra isso.
O afastamento de Fidel poderia, numa análise superficial, parecer uma estratégia para a obtenção do respeito ainda em vida dos seus críticos e dos cubanos de Miami, porém descartamos totalmente esta hipótese, simplesmente pelo fato de não estarmos falando de um político qualquer mas do Comandante Fidel Castro.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Os Estados Unidos estão prontos para um presidente negro?

Em setembro de 1963, um atentado à bomba destruiu uma igreja protestante na cidade de Birmingham, no Alabama, levando à morte quatro meninas negras entre 14 e 11 anos de idade. O caso, considerado um dos crimes mais chocantes da história dos Estados Unidos, também provocou ferimentos em mais de 20 pessoas que estavam reunidas no local, conhecido por ser um dos principais redutos de militantes da causa negra na cidade.
Este ato seria apenas mais um, embora com requintes de crueldade, contra a população negra dos Estados Unidos. Note-se que estamos falando de um intervalo de tempo de apenas 45 anos, ou seja, praticamente a idade do senador, negro, filho de imigrantes quenianos e pré-candidato democrata à presidência da república daquele país.
Será que os Estados Unidos estão prontos para ter como presidente este político cujo perfil vai de encontro aos estereótipos considerados ideais pelos norte-americanos?
Barack Obama pode representar a redenção de uma sociedade essencialmente formada, culturalmente, nos pilares da utilização da mão-de-obra escrava e pela segregação racial.
Hoje representa, principalmente para as minorias, guardadas as proporções, o que Martin Luther King representou nos tempos de segregação, quando defendia os direitos civis na América do Norte.
No início da década de 1960, Luther King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas. Comandou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra. Em 1963 liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz.
Sabemos que Barack Obama se propõe a disputar a cadeira máxima do Salão Oval na ala oeste da Casa Branca num momento histórico bem diferente do enfrentado por Luther King, encontrará uma sociedade mais madura, tolerante e sensível às lutas humanitárias, mas a cultura de um povo não se muda em 45 anos, muito menos quando isso pode representar a mais profunda mudança política da história da nação, um presidente que assim como a maioria dos líderes latino-americanos atuais, são provenientes de classes sociais menos privilegiadas. Será que os norte-americanos elegerão um homem com uma história de lutas e conquistas às duras pedras, ou seguirão a tradição de eleger candidatos provenientes de classes oligárquicas? Isso só o tempo dirá, cabe-nos apenas levantar as possibilidades e assistirmos a mais este episódio que poderá ter um desfecho de proporções históricas.
Este ato seria apenas mais um, embora com requintes de crueldade, contra a população negra dos Estados Unidos. Note-se que estamos falando de um intervalo de tempo de apenas 45 anos, ou seja, praticamente a idade do senador, negro, filho de imigrantes quenianos e pré-candidato democrata à presidência da república daquele país.
Será que os Estados Unidos estão prontos para ter como presidente este político cujo perfil vai de encontro aos estereótipos considerados ideais pelos norte-americanos?
Barack Obama pode representar a redenção de uma sociedade essencialmente formada, culturalmente, nos pilares da utilização da mão-de-obra escrava e pela segregação racial.
Hoje representa, principalmente para as minorias, guardadas as proporções, o que Martin Luther King representou nos tempos de segregação, quando defendia os direitos civis na América do Norte.
No início da década de 1960, Luther King liderou uma série de protestos em diversas cidades norte-americanas. Comandou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra. Em 1963 liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz.
Sabemos que Barack Obama se propõe a disputar a cadeira máxima do Salão Oval na ala oeste da Casa Branca num momento histórico bem diferente do enfrentado por Luther King, encontrará uma sociedade mais madura, tolerante e sensível às lutas humanitárias, mas a cultura de um povo não se muda em 45 anos, muito menos quando isso pode representar a mais profunda mudança política da história da nação, um presidente que assim como a maioria dos líderes latino-americanos atuais, são provenientes de classes sociais menos privilegiadas. Será que os norte-americanos elegerão um homem com uma história de lutas e conquistas às duras pedras, ou seguirão a tradição de eleger candidatos provenientes de classes oligárquicas? Isso só o tempo dirá, cabe-nos apenas levantar as possibilidades e assistirmos a mais este episódio que poderá ter um desfecho de proporções históricas.
quarta-feira, dezembro 26, 2007
It´s Done!

Mais um ano se vai, e com ele vão também inúmeros acontecimentos. Na era da informação ficamos cada dia mais rapidamente estarrecidos com os fatos registrados na hora em que estão acontecendo.
2007 será marcado por fatos que mudarão a história do pensamento político no Brasil, tais como o mar de lama que acometeu o congresso nacional com todos os escândalos que resultaram na renúncia de seu presidente.
Mais uma vez a crise aérea tomou conta das páginas de jornais, e como se não bastassem os atrasos e cancelamento de vôos, houve mais uma tragédia com aeronaves culminando na morte de centenas de pessoas, pais, mães e famílias inteiras estavam dentro do airbus da Tam que colidiu com um prédio desta mesma empresa e um posto de gasolina, levando à explosão da aeronave.
Mas não foi apenas de notícias ruins que 2007 perdurou, houve grandes acontecimentos que nos levam a comemorar. No esporte, podemos destacar o pan do Rio de Janeiro, com grandes conquistas de brasileiros.
Na religião podemos destacar a visita do Papa Bento XVI, que nos deu a graça de sua presença. Na política (podemos comemorar algo na política?) podemos comemorar a consolidação da democracia sulamericana com a derrota da proposta de reeleição eterna de Hugo Cháves, e a maneira como o presidente lula vem conduzindo o país, que atinge os melhores indicadores sócio-econômicos.
Por falar em economia não podemos deixar de destacar a descoberta da maior reserva petrolífera do país na bacia de Campos, o que fará em aproximadamente dez anos, o Brasil entrar de vez na OPEP.
Comemoremos (ou não) o escancaramento da violência do morro para o asfalto; sendo mais claro, a classe média pode perceber através do filme Tropa de Elite, o que ocorre nos morros e nas corporações do Rio de Janeiro, pode ser que o filme tenha sido errôneamente interpretado pela população, que fez do Capitão Nascimento um heroi.
Por fim, comemoremos e reflitamos por sobre os acontecimentos de 2007, que já se vai, para alegria de uns e tristeza de outros.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Capacidade ou DNA - Qual o critério?
Com a nomeação de Silvio Costa Filho para a Secretaria de Turismo em Pernambuco, nos deparamos com a velha máxima da política: será que ele está lá por competência ou por indicação (desta feita do pai)?
É certo que Silvinho, como o jovem de 25 anos é conhecido é filho de um dos políticos mais astutos do Estado. É certo também que este político astuto é muito respeitado no meio. Porém é perceptível a capacidade de diálogo e o formato diferenciado de fazer política do novo Secretário. É bem articulado, parece ter uma boa assessoria e é um fenômeno nas urnas, tanto que em apenas 5 anos saiu de mero candidato a vereador a Deputado Estadual e agora Secretário de Estado, com uma desenvoltura muito boa nas intenções de voto para a prefeitura da capital, em recentes pesquisas, ficando a frente de outras figurões da política pernambucana.
Conclui-se que, mais que DNA ele tem competências, então só nos resta acompanhar sua desnvoltura a frente desta secretaria estratégica para o desenvolvimento do Estado.
É certo que Silvinho, como o jovem de 25 anos é conhecido é filho de um dos políticos mais astutos do Estado. É certo também que este político astuto é muito respeitado no meio. Porém é perceptível a capacidade de diálogo e o formato diferenciado de fazer política do novo Secretário. É bem articulado, parece ter uma boa assessoria e é um fenômeno nas urnas, tanto que em apenas 5 anos saiu de mero candidato a vereador a Deputado Estadual e agora Secretário de Estado, com uma desenvoltura muito boa nas intenções de voto para a prefeitura da capital, em recentes pesquisas, ficando a frente de outras figurões da política pernambucana.
Conclui-se que, mais que DNA ele tem competências, então só nos resta acompanhar sua desnvoltura a frente desta secretaria estratégica para o desenvolvimento do Estado.
sábado, novembro 24, 2007
Fernando Henrique, Lula e os analfabetos
Por Mino Carta
Fernando Henrique Cardoso acaba de se manifestar, à margem da grande reunião tucana, da qual Aécio Neves preferiu manter afastado o senador Azeredo, por razões além de óbvias. FHC disse que Lula é um iletrado inculto que não sabe usar a língua portuguesa. E que ele, do alto de sua sabedoria e traquejo de ex-presidente, se esforçará para prestar a sua imprescindível colaboração à eleição em 2010, de alguém capaz de dominar o vernáculo.
A crítica do príncipe dos sociólogos a Lula é, no mínimo, grosseira e preconceituosa. Uma análise baseada na verdade factual dirá que Lula se tornou orador convincente e que sua lida com o vernáculo supera o aceitável. E haveria de ser devidamente considerado outro aspecto da oratória do presidente-metalúrgico: ele tem o charme, certo encanto natural, de que carece FHC. E nem se diga que este é mestre da língua. De hábito, da tribuna, exibe retórica chã, comedidos vôos pelo riquíssimo vocabulário português e um poder soporífero raramente navegado. Aliás, insisto em uma pergunta aos prezados companheiros de navegação: quais e quantos livros de FHC vocês já leram até hoje?
Fernando Henrique Cardoso acaba de se manifestar, à margem da grande reunião tucana, da qual Aécio Neves preferiu manter afastado o senador Azeredo, por razões além de óbvias. FHC disse que Lula é um iletrado inculto que não sabe usar a língua portuguesa. E que ele, do alto de sua sabedoria e traquejo de ex-presidente, se esforçará para prestar a sua imprescindível colaboração à eleição em 2010, de alguém capaz de dominar o vernáculo.
A crítica do príncipe dos sociólogos a Lula é, no mínimo, grosseira e preconceituosa. Uma análise baseada na verdade factual dirá que Lula se tornou orador convincente e que sua lida com o vernáculo supera o aceitável. E haveria de ser devidamente considerado outro aspecto da oratória do presidente-metalúrgico: ele tem o charme, certo encanto natural, de que carece FHC. E nem se diga que este é mestre da língua. De hábito, da tribuna, exibe retórica chã, comedidos vôos pelo riquíssimo vocabulário português e um poder soporífero raramente navegado. Aliás, insisto em uma pergunta aos prezados companheiros de navegação: quais e quantos livros de FHC vocês já leram até hoje?
quarta-feira, novembro 21, 2007
Ecobike - Alívio para a tensão
Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero)O Rappa
Composição: Marcelo Yuka
A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego
pois paz sem voz não é paz é medo
às vezes eu falo com a vida
às vezes é ela quem diz
qual a paz que eu não quero
conservar para tentar ser feliz
as grades do condomínio são para trazer proteção
mas também trazem a dúvida
se não é você que está nessa prisão
me abrace e me dê um beijo
faça um filho comigo
mas não me deixe sentar
na poltrona no dia de domingo
procurando novas drogas de aluguel nesse vídeo coagido
pela paz que eu não quero seguir admitindo
domingo, novembro 11, 2007
Terceiro mandato e democracia - água e óleo
De ante-mão, sou terminantemente contrário.
Embora pense que o Governo Lula, tem um viés totalmente revolucionário e ousado, cujas ações administrativas e econômicas puderam alavancar o crescimento do país, e diminuir a pobreza, tenho certeza de que um possível terceiro mandato faria mal às instituições democráticas do Brasil.
Acho totalmente causuístico e com um propósito pouco convincente. Penso inclusive, que não deve estar passando pela cabeça do presidente tal possibilidade, pois trata-se de um homem comprometido com a democracia e com a república, e quem deve estar "levantando esta bola" são pessoas que querem "cacifar-se" com o chefe.
Porém se isso vier a acontecer, podemos estar diante de um perigo latente; o de termos governos ditatoriais denovo. Viagem minha??? Pode ser, porém se este instrumento de prorrogação de mandato for aprovado, o que impedirá um suposto projeto de lei para um quarto ou quinto, ou ilimitado mandato? Não falo do Lula, que se isso acontecesse estariamos diante de um governante consciente de seu papel na sociedade, mas se por algum acaso a população escolhesse um militar, ou um ultra direitista como acontece na França, ou mesmo um stalinista... é um caso a se pensar.
Posso estar exagerando neste post, mas é a mais pura reflexão de quem se preocupa com possíveis ditaduras e regimes totalitários.
por mais que seja o povo quem escolha os presidentes, sabemos que quem tem a máquina pública tem pelo menos 30% dos votos garantidos então não seria difícil a re re re re re reeleição de qualquer presidente.
Pensemos todos!
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